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JUROS DO CRÉDITO DA CASA DESCEM PELO SEXTO MÊS E BATEM NOVO MÍNIMO HISTÓRICO
2020-02-18
EXECUTIVE DIGEST
Por Ana Rita Rebelo 11:00, 18 Fev 2020
 
Os juros associados ao crédito para a compra de casa mantiveram, em Janeiro, a tendência de queda, pelo sexto ano consecutivo, batendo mínimos históricos, revelam dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É preciso recuar a Junho de 2017 para encontrar uma taxa de 1,007%.
 
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 1% em Janeiro, pressionada pela redução dos spreads cobrados pelos bancos no crédito à habitação e pela queda das Euribor. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 1,065% para 1,090%.
Segundo o gabinete de estatísticas nacional, o capital médio em dívida aumentou 148 euros, fixando-se em 53 608 euros no primeiro mês do ano, para máximos de Junho de 2014. A prestação média também voltou a cair, desta vez um euro, para 247 euros.
 
No financiamento à aquisição de Habitação – o mais relevante no conjunto do crédito à habitação – a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 1,022%. Já no financiamento à construção de habitação, o juro médio caiu para 0,815%, enquanto na reabilitação de habitação a taxa diminuiu para 1,115%.
 
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento à aquisição de habitação aumentou 4,3 pontos base em Janeiro, fixando-se em 1,081%.
 
Considerando a totalidade dos contratos, o INE refere que o valor médio da prestação vencida desceu um euro, para 247 euros. Deste bolo, 45 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 202 euros (82%) a capital amortizado.
 
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 105 127 euros, mais 2 189 euros que em Dezembro. O valor médio da prestação desceu 28 euros, para 337 euros.
 
Em Dezembro, recorde-se que a taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu pelo quinto mês consecutivo, ficando muito próxima dos 1%, uma evolução que acontece depois de os juros terem atingido máximos de três anos em Julho.
 
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