Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020

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“PROBABILIDADE DE OS BANCOS VOLTAREM A TER PREJUÍZOS JÁ ESTE ANO É GRANDE”, ALERTA FARIA DE OLIVEIRA
2020-04-08
ECO SAPO
Alberto Teixeira
10:58
 
 
Rui Rio avisou que seria uma vergonha se os bancos tivessem lucros avultados este ano. O setor nem está a olhar para aí. APB alerta que é grande a probabilidade de haver prejuízos já este ano.
 
Faria de Oliveira diz que os bancos estão a ser alvo de críticas injustas. “Estão a fazer tudo ao seu alcance para ajudar”, disse em entrevista à Rádio Observador. O presidente do PSD disse na semana passada que seria uma “vergonha” se os bancos tivessem lucros avultados. Mas o setor está preocupado com o impacto da crise e já antecipa prejuízos. “A probabilidade de os bancos voltarem a ter resultados negativos já este ano é grande”, declarou o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que representa o setor.
 
“Tudo indica que vamos ter a maior recessão provavelmente desde que sou vivo. Quando há uma recessão, a banca automaticamente é profundamente afetada“, explicou Fernando Faria de Oliveira, apontando para uma contração da economia maior do que aquela que foi apresentada pelo Banco de Portugal.
 
“Cada mês em lockdown representa desde logo um decréscimo enorme [da atividade económica], e a probabilidade de os bancos voltarem a ter resultados negativos já este ano é grande”, frisou o presidente da APB. “Os bancos terão de fazer tudo para evitar situações complicadas, mas vai ser muito difícil”, acrescentou.
 
Faria de Oliveira explicava o impacto da crise nas contas do banco desta forma: com mais famílias e empresas em dificuldades, o nível de crédito em incumprimento poderá aumentar consideravelmente, levando a que o “nível de provisionamento dos bancos tenha de ser superior”. “Aquilo que se deve admitir é que os bancos necessitam de gerir com muita prudência os seus balanços”, considerou.
 
Em declarações à mesma rádio, o presidente da associação que representa os bancos referiu ainda que existe “um sentimento que é bastante injusto e injustificado em relação àquilo que tem sido a ação do sistema bancário” no apoio à economia.
 
“A banca está novamente a ser muito objeto de um determinado ataque e que tem até porta-vozes inesperados”, disse, sem se referir a nomes em concreto.
 
Faria de Oliveira defendeu que os próprios bancos estão a apresentar soluções adicionais de apoio aos seus clientes que vão além das medidas apresentadas pelo Governo. E “não é justo que se acusem os bancos de serem muito lentos nas decisões”, sublinhou.
 
 
 
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