Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020

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A CGD... E O COVID 19
2020-04-29
COMUNICADO 04
Ao STEC têm chegado inúmeras perguntas e denúncias, sobre a forma diferenciada como a CGD tem vindo a responder às múltiplas situações resultantes do foco epidémico do Coronavírus (Covid 19).

Face ao Estado de emergência decretado, a gestão da CGD determinou as diretivas de funcionamento da Empresa, que independentemente da opinião que cada um possa ter sobre isso, legalmente lhe competiam.

A questão é se essas decisões são depois rigorosamente cumpridas, ou desvalorizadas, conforme o entendimento arbitrário a que algumas hierarquias se arrogam.

Na CGD não se estarão a salvaguardar as aparências e a “passar por cima” de muitas situações, em que prevalece o “fechar de olhos” e o silêncio?

A Direção do STEC, nos contactos com o Gabinete de Crise da CGD, tem feito eco destas situações, colocando interrogações e denunciando factos, mas apesar de algumas respostas positivas já alcançadas, subsistem situações de todo incompreensíveis e inaceitáveis. Nomeadamente:

- Se a Administração implementou a rotatividade nas Agências, com a intenção de, por um lado, proteger os trabalhadores mais expostos ao risco de contágio e garantindo, por outro lado, a manutenção da atividade do banco, é incompreensível que esta decisão tenha ficado ao livre arbítrio de uma qualquer hierarquia, sem definição clara de critérios. O STEC contesta veementemente esta situação, pugnando pela justiça e igualdade de tratamento;

- Ainda no âmbito da rotatividade, não se afigura correto que se excluam Agências, com o argumento de terem um “quadro de pessoal reduzido”, quando depois é precisamente esse “quadro de pessoal reduzido” que fica na iminência de ser chamado a colmatar falhas nas Agências com rotatividade em curso. Onde estão as preocupações de igualdade perante condições adversas comuns? É incompreensível esta dupla penalização;

- No contexto que vivemos, consideramos adequada a decisão da CGD na atribuição de Teletrabalho a um número cada vez maior de trabalhadores. Porém, se em alguns casos a CGD, como é sua obrigação, disponibiliza meios informático (computadores), noutros casos exige que sejam os trabalhadores a adquirir computadores como contrapartida para atribuição de teletrabalho;

- A existência de chantagem sobre os trabalhadores, fazendo depender a atribuição de teletrabalho, da aceitação na entrada em rotatividade, quando por razões maiores, nomeadamente grupos de risco e filhos menores de 12 anos, estes não podem estar presentes no local de trabalho. Para além de impossibilitados de dar o seu contributo à CGD, vêm a sua remuneração ser reduzida.


 

O ACONTECIMENTO INSÓLITO DE OVAR


Na situação perturbadora em que todos estamos a viver, podemos sempre admitir os factos mais inimagináveis e absurdos, mas o que a seguir relatamos entra no domínio do surreal.

Como foi largamente noticiado o concelho de Ovar teve de ser sujeito a uma «cerca sanitária» para controlo do foco epidémico que ali grassava. A «cerca sanitária» obrigava a que ninguém saísse ou entrasse em Ovar. Um alerta muito difundido. Ora, apesar disso, uma hierarquia houve, que ignorou tal proibição e impôs a trabalhadores sob sua jurisdição, residentes em Ovar mas colocados em Agências fora do concelho, a obrigação de comparecerem nos seus locais de trabalho!?

Esta situação, que nos abstemos de qualificar, já foi por nós relatado à CGD e aguardamos o seu desenvolvimento. De qualquer modo, este episódio fica como retrato de uma certa forma de estar de algumas hierarquias, que mostram não ter condições, para liderar homens e mulheres.
 


O FUTURO

Não é preciso ter uma «bola de cristal» para antever que o futuro próximo vai trazer dificuldades e desafios difíceis e problemáticos. Na nossa vida nada será igual, nomeadamente os nossos hábitos e rotinas. Os trabalhadores da CGD vão, por certo e mais uma vez, ser chamados a um esforço e a um empenho redobrado, para o qual têm de ser estimulados. A recuperação da Empresa e o seu fortalecimento vão ser um objetivo, mas também a valorização dos trabalhadores e o seu papel insubstituível para o alcançar, será para isso decisivo. A pandemia, que nos está a afetar, mostrou que ninguém está seguro e que até os mais poderosos são tão frágeis como todos os outros.

Mais do que nunca, a unidade, a solidariedade e o respeito mútuo, têm de ser e decerto vão ser, os grandes valores do nosso futuro coletivo.
 
 
A Direção

 



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