Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020

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65% DOS TRABALHADORES QUER FICAR EM TELETRABALHO, 59% DOS PATRÕES CONCORDA
2020-05-05
DINHEIRO VIVO
Luís Reis Ribeiro
05.05.2020 / 16:50


59% dos patrões "acredita no teletrabalho a longo prazo como solução" e apenas 22% não concorda, diz estudo da plataforma Fixando

Cerca de dois terços dos trabalhadores pretende continuar em teletrabalho “no longo prazo” e quase 60% dos empregadores concorda com essa opção, diz um inquérito da plataforma portuguesa digital Fixando, que consultou cerca de 1300 empresas e trabalhadores inscritos na sua rede.

“No longo prazo, 65% dos trabalhadores prefere ficar a trabalhar a partir de casa, contra 20% que prefere ir para os seus locais de trabalho habituais”, revela a rede que disponibiliza a contratação de “serviços locais”, como catering, eletricistas, contabilistas, pintores, etc.

“Do lado dos empregadores, 59% acredita no teletrabalho a longo prazo como solução, contra 22% que não vê essa possibilidade com bons olhos”, indica o mesmo estudo.

Segundo este trabalho, “patrões e trabalhadores estão em sintonia quanto à eficácia do teletrabalho, resultante da recente experiência imposta pelo confinamento da covid-19”.

 O inquérito releva que “do lado dos patrões/empregadores, 45% diz que a produtividade e as receitas aumentam [com o teletrabalho]; 31% discorda”.

“Do lado dos trabalhadores, 55% sente-se mais produtivo e a gerar mais receitas a partir de casa”, acrescenta a mesma fonte.

“Por outro lado, dos empregadores inquiridos, 75% defende que não devem regressar já ao trabalho normal, ou seja, que devem continuar em teletrabalho.”

Os resultados da consulta adiantam ainda que, com o teletrabalho e o confinamento, “43% dos portugueses adquiriu hábitos mais sustentáveis, destacando-se a redução da utilização de transportes (48%), a redução de consumo de bens processados (31%) e um aumento no consumo de bens locais (28%)”. “25% afirma que reduziu ou deixou mesmo de consumir bens não essenciais”, diz a pesquisa.

Relativamente ao impacto económico do confinamento, “80% afirma que não vai ser fácil recuperar as perdas dos últimos dois meses, para aliviar a situação”.

Um dos contabilistas inscrito nesta plataforma diz que uma das respostas à crise dos últimos dois meses é passar a “usar ferramentas de informática e de telecomunicações para melhor qualidade de vida”.

Outros profissionais pedem “apoios financeiros sem juros, nada de fundos perdidos, a não ser para os trabalhadores, mas dados às empresas diretamente, sem passar pelos bancos, com medidas leves de burocracia”.

Ou defendem apoios diretos aos trabalhadores independentes e pequenos negócios, “evitando apoiar a banca e o sistema financeiro”.

Inquérito oficial semanal. 58% das empresas mantém pessoal em teletrabalho

De acordo com o inquérito semanal do INE e do Banco de Portugal para acompanhamento da situação económica devido à pandemia, 58% das empresas mantinha pessoal em teletrabalho na última semana, quando ainda vigorava o estado de emergência.

Como escreveu o DV, o recurso ao teletrabalho prevalece nas grandes empresas e, como esperado, nos sectores menos dependentes de trabalho presencial e contactos pessoais como o sector da informação e comunicação, com uma percentagem de 84% dos quadros em teletrabalho.

No extremo oposto, alojamento e restauração registam apenas 35% de empresas com trabalhadores em atividade remota, e também as mais frequentes reduções de pessoal ao serviço.
 
 
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Fotografia: Pixabay