Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2020

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CGD - O ASSÉDIO DE HOJE E AS “GARANTIAS” DE ONTEM!
2020-07-02
COMUNICADO 07

O QUE FOI PUBLICAMENTE ASSEGURADO EM 2016


Face a uma série de profundas dificuldades, em resultado de várias e desastrosas medidas de gestão, o governo negociou e assinou com Bruxelas um plano de reestruturação para a CGD, que permitia a sua recapitalização.
 
Assim, no Verão de 2016, o Ministro das Finanças da altura, Mário Centeno e o 1º Ministro António Costa, desdobraram-se em declarações, sobre a validade do acordo e garantindo que a reestruturação daí resultante, em nenhuma circunstância poderia pôr em causa os direitos de quem trabalhava na CGD e que nenhuma pressão seria feita sobre esses trabalhadores.
 
 

O QUE ESTÁ A ACONTECER EM 2020


Provavelmente, porque 2020 é o último ano do Plano de Recapitalização da CGD, as garantias de 2016 esfumaram-se e vive-se hoje na Empresa, um ambiente de pressão emocional, assédio e medo, em que tudo parece valer para reduzir, a bem ou a mal, o quadro de pessoal!
 
 

E TEM MESMO VALIDO TUDO

  • Práticas imorais e ilícitas, de pressão, ameaça, chantagem e assédio, exercidas sobre trabalhadores para aderirem à Revogação Por “Mútuo” Acordo (RMA) e ao Programa de Pré-Reforma (PPR), indo para além dos critérios que estão definidos nos próprios normativos internos da CGD;

  • Convocam-se para “entrevistas”, trabalhadores com histórico de boas avaliações de desempenho e baixo índice de absentismo. Trabalhadores reconhecidos por uma postura de brio profissional, empenho, dedicação e que são subitamente “recompensados” com um “prémio de final de carreira”, seja pela via da desvinculação definitiva, seja pela via da pré-reforma!

  • Em alguns casos, como forma de pressão para aceitação do “prémio”, é previamente anunciada a retirada de Isenção de Horário de Trabalho (IHT) para quem a tem, e quem não o aceita, é confrontado com a sua eliminação e ainda ameaçado e chantageado com a transferência do local de trabalho.

Lamentável! A CGD, uma empresa de capital público que é uma referência no sistema financeiro e que deveria ser um exemplo de rigor e ética profissional, a recorrer a expedientes que só podem contribuir para denegrir a sua imagem e para fomentar a revolta e indignação junto daqueles, que são o seu capital mais precioso - os seus trabalhadores.
 
O STEC solicitou audiências aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, que já estão a decorrer, para denunciar estas práticas. Irá contactar também o Gabinete do Primeiro Ministro a solicitar intervenção urgente.

Reiteramos a disponibilidade para acompanhar os associados às entrevistas (RMA, PPR, e as decorrentes da reclamação apresentada no âmbito da Avaliação de Desempenho) com a DPE, e o empenho e a disponibilidade de sempre, para ajudar todos os que nos procuram.

                                                                                                                   
A Direção
 
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comunicados/comunicado_07