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UM SÓ CARTÃO PARA CONSUMIDORES E EMPRESAS EM TODA A EUROPA? 16 GRANDES BANCOS LANÇAM SOLUÇÃO PAN-EUROPEIA
2020-07-11
EXECUTIVE DIGEST
Por Sonia Bexiga
21:21, 11 Jul 2020
 
Um pelotão de 16 grandes bancos da zona euro pretendem alterar o curso da história dos pagamentos e irrompem, em plena crise, com as bases para uma nova solução de pagamento que integrará um cartão comum para consumidores e empresas em toda a Europa, abrangendo ainda uma carteira eletrónica e funções de pagamento entre indivíduos, avançam agências internacionais.
 
A EPI (European Payment Initiative) pretende ser uma solução de pagamento pan-europeia abrangente, aproveitando os pagamentos instantâneos e que será adicionada às soluções existentes oferecidas pelos sistemas internacionais de pagamento.
 
Segundo os seus promotores, a EPI foi criada com o objetivo de se tornar “o meio de pagamento preferido para consumidores e comerciantes europeus em todos os tipos de transações”, pessoalmente ou online, para além de permitir levantamentos em dinheiro e pagamentos eletrónicos, detalham, em comunicado.
 
O grupo de ‘visionários’ é composto por bancos de Espanha, Alemanha, Bélgica, França e Holanda, contando com as presenças do Banco Santander, BBVA, Caixabank, Deutsche Bank, BNP Paribas, Groupe BPCE, Commerzbank, Crédit Agricole, Crédit Mutuel, Deutcher Sparkassen- und Giroverband, DZ BANK Group, ING , Grupo KBC, La Banque Postale, Société Générale e UniCredit.
 
A implementação da EPI ocorrerá nas próximas semanas através da criação de uma empresa de transição em Bruxelas, à qual caberá estabelecer marcos claros sobre o seu funcioanamento, incluindo a definição do roteiro técnico e operacional e o início do desenvolvimento de uma solução que ofereça a melhor experiência ao utilizador.
 
Cada banco avaliará o desempenho desta empresa antes de ingressar na empresa definitiva que lançará a EPI no mercado, passando então a estar aberta a outros ‘players’.
 
Os promotores antecipam que a solução entrará em operação em 2022, motivo pelo qual convidaram outros atores do mercado europeu, bancos individuais, consórcios bancários e até terceiros prestadores de serviços de pagamento a solicitar, se quiserem, a sua entrada na EPI até final de 2020, podendo ainda ser ‘parceiros fundadores’.
 
Na Europa, as soluções de pagamento digital existentes são fragmentadas e os cidadãos europeus nem sempre podem pagar digitalmente e, de acordo com os bancos promotores, a crise da Covid-19 também destacou a necessidade de uma solução digital europeia unificada.
 
 
 
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