Segunda-Feira, 08 de Marco de 2021

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CGD – PANDEMIA, PROTEÇÃO DE CLIENTES E TRABALHADORES, ELOGIOS, NEGÓCIO… E CONTRADIÇÕES!
2021-01-21
COMUNICADO 01
A pandemia está a alastrar e o clima de preocupação e medo não cessa de crescer sobretudo naqueles que todos os dias se têm de apresentar nos locais de trabalho. Fazem parte destes os trabalhadores da CGD, de onde se destacam aqueles que trabalham nas Agências, com um índice de risco particularmente elevado.

E aqui começam as incoerências e as contradições, com comunicações da gestão, que em vez de dar diretrizes precisas de ação, claras, definidas e possíveis de serem realizadas, quer humana quer tecnicamente, apenas lançam mais confusão, deixando os trabalhadores das agências (incluindo os seus responsáveis) desprotegidos, desorientados, revoltados e entregues a si próprios! Vejamos e pensemos:
 
* Elogiam-se os trabalhadores pelos resultados alcançados, nomeadamente no Crédito à Habitação. Uma atitude gratificante que “enche a alma”, mas que nada traz aos bolsos e à segurança de quem os atingiu! Uma atitude que se regista, mas que... não compensa o sacrifício familiar e as horas extra que se trabalharam por imposição e sem o respetivo pagamento!

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Dá-se como orientação, a necessidade do agendamento das visitas às Agências pelos clientes … mas não se toma a decisão de colocar à porta de cada Agência e de divulgar na Comunicação Social essa decisão!

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Alerta-se contra os perigos da Covid e incentivam-se os trabalhadores a acautelarem-se, tomando uma atitude firme, perante clientes que entram na Agência sem máscara ou com esta mal colocada … mas nada se diz sobre a substituição das máscaras distribuídas, já ultrapassadas quanto ao tempo de utilização e inadequadas quanto à respiração do seu usuário e à audição do interlocutor;

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Sugere-se que se devem abrir mais caixas para um atendimento mais célere, mas… sem explicar como e onde se vão buscar os recursos para as abrir! Além de continuarem a ser reduzidas em número, as agências têm visto, continuadamente, o seu quadro de pessoal e os postos de tesouraria a ser reduzidos com a ideia de que, num “golpe de mágica”, as operações passariam de presenciais a «online», o digital instalava-se e tudo mudaria na relação da CGD com os seus clientes;

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Apela-se a mais um esforço junto dos clientes para, naturalmente de forma presencial, os convencer a optar pelo cartão de débito, com as múltiplas utilidades, mas não explicando como o fazer sem risco de contágio e também com que recursos humanos para agarrar estas oportunidades de negócio!

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Sugere-se que os clientes sejam encaminhados para o parque automático, e que se garanta que este esteja em pleno funcionamento, mas…a drástica redução de  caixas automáticas e sua substituição por caixas multibanco, bem como a maquinaria obsoleta que continuamente avaria tornam a sugestão uma utopia…a que acresce a reiterada falta de capital humano que assegure a sua manutenção;

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Refere-se a necessidade do «trabalho em espelho»… mas não explicando como o fazer e quais os critérios, dada a exiguidade generalizada de recursos humanos! 
 
Os clientes desesperam e protestam, a atividade normal da CGD ressente-se, mas mesmo assim, à custa da dedicação e do esforço dos seus trabalhadores, cada vez mais com o sacrifício de horas de trabalho extra, retiradas ao seu descanso e à família, e não pagas, … a CGD consegue resultados muito positivos!

Ora, na atual e trágica situação em que TODOS nos encontramos, o que precisamos é de medidas por parte da gestão, que sejam profissional e solidariamente equilibradas, possíveis de ser aplicadas e em que o risco de contágio e a responsabilidade determinante pelos resultados da CGD, não incida sempre sobre os mesmos.

Admitindo que este objetivo de equilíbrio, possa não ser fácil de ser atingido, então espera-se da gestão que, mesmo que a título excecional se tomem DECISÕES E MEDIDAS CONCRETAS, nomeadamente o REFORÇO DOS QUADROS DAS AGÊNCIAS… antes que seja tarde de mais!
 

DESTAS PREOCUPAÇÕES JÁ ENVIÁMOS NOTA À COMISSÃO EXECUTIVA.

 

A Direção.

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