Terca-Feira, 17 de Outubro de 2017

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INFORMAÇÃO STEC
8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
2012-03-08

PROCELÁRIA


É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz o ninho no rolar da fúria
E voa firme e certa como bala.

As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
Sobre os abismos passa e vai em frente

Ela não busca a rocha o cabo o cais
Mas faz da insegurança a sua força
E do risco de morrer seu alimento

Por isso me parece imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo.


Sophia M.B.Andresen

 

Sim, ainda faz todo o sentido lembrar e celebrar este dia, instituído pelas Nações Unidas em 1975 e que evoca lutas de mais de cem anos de tantas gerações de mulheres e homens trabalhadoras/es.

A igualdade de oportunidades, neste caso entre mulheres e homens, é um processo civilizacional, de direitos humanos, a várias velocidades, conforme a profissão, o cargo, a atividade, o país, o continente – sendo influenciado pela política, pela religião, pela cultura e tradições.

Portugal, em 3 décadas, deu passos de gigante, neste capítulo. Também porque o atraso era maior. Mas as desigualdades persistem. As estatísticas oficiais (nacionais, europeias, mundiais) não enganam, servindo a atual crise de pretexto para cortes de direitos e desinvestimento em setores públicos, dos quais depende o sucesso das políticas de igualdade (na saúde, educação, estruturas de apoio social).


A voz dos números:

4º Trimestre de 2011 (dados INE - 4º trimestre 2011)

População activa – 5 506,5 milhares
Homens (53%) - Mulheres (47%)

Trab. tempo completo – 3461,9 milhares
Homens (52%) - Mulheres (48%)

Trab. a tempo parcial – 283,2 milhares
Homens (26%) - Mulheres (74%)

Taxa de desemprego – 14%
Homens (13,9%) - Mulheres (14,1%)

Remuneração de base média mensal
Homens 1024,4 €  -  Mulheres 831,9 € - (diferença 19%)

Ganho médio mensal – 1118,5 €
Homens 1233,2 €  -  Mulheres 963,9 €
 

Na atividade financeira o total do ganho médio mensal era de 2318,73 euros, sendo a média dos homens de 2584,26 euros e das mulheres de 2032,44 euros, havendo uma diferença salarial de 21% (551,82 euros)
 
 

Lutemos pois por: 

  • Uma organização do trabalho mais humana, respeitando os horários de trabalho e a conciliação da vida profissional e da vida privada/família;
     
  • Uma segura e efetiva utilização dos direitos da parentalidade, na certeza de que direitos não gozados são direitos perdidos;
     
  • Uma representação mais igualitária em todos os órgãos de poder e decisão e conselhos de administração das empresas, quebrando o chamado “teto de vidro”;
     
  • Uma valorização salarial que anule as discriminações ainda existentes, ao nível dos ganhos.


A Direção

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