Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017

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GRUPO CGD - A CAMINHO DE QUÊ?
2012-03-02
COMUNICADO 03

A divulgação pública dos resultados de exercício de 2011, com um prejuízo de 488 milhões, mostra até onde chegou o desatino, sem que ninguém assuma a responsabilidade pelo descalabro e sem que também o acionista (que somos todos nós) exija responsabilidades por isso.
 

2011:

RESULTADOS DE EXPLORAÇÃO FORAM POSITIVOS

RESULTADOS DA ATIVIDADE: 488 Milhões € NEGATIVOS (Imparidades)


Que os resultados de exploração da CGD foram positivos, disso não se ouve falar, porque seria a demonstração do papel e importância dos trabalhadores. Que as imparidades, resultantes de vários negócios ruinosos, foram a explicação para a queda a pique dos resultados de 2011, não era notícia que interessasse, porque isso seria trazer para a praça pública «vícios privados» de gente muito bem e que tem um alto currículo de «públicas virtudes»!

Que é uma campanha para desacreditar a maior Instituição bancária nacional, não restam dúvidas, o problema é que, de há algum tempo a esta parte, a campanha não é apenas criada a partir do exterior, mas também internamente parece haver gente interessada em ajudar à “festa”.

Os sinais de deriva em que o grupo CGD navega, surgem de todos os lados, a começar pelo governo que para além de fragilizar o maior ativo do grupo - os seus trabalhadores - com o corte brutal dos Subsídios de Férias e Natal, insiste no seu enfraquecimento, anunciando a venda da área seguradora do grupo e não satisfeito ainda, quer somar prejuízo ao prejuízo, ao obrigar a CGD a meter mais de 5 mil milhões no BPN e vir agora exigir mais 300 milhões para fechar o “negócio” da venda!

Também a nível interno sobram as decisões e faltam as explicações! Os “negócios” entre a CGD e Manuel Fino (ações da Cimpor), ou Joe Berardo (compra de ações do BCP), ou até a compra de participações do Banif no Brasil, que por mera coincidência foi acompanhada da transferência de Jorge Tomé da Administração da CGD para a presidência do Banif... não exigem uma explicação?

 

Trabalhadores - os excluídos dos altos interesses que gerem o Grupo CGD
 

São usados e abusados para tudo e mais alguma coisa:

  • nos objetivos inatingíveis e na exigência de uma dedicação total à Empresa
     
  • na transferência contínua de local de trabalho, com mais custos financeiros e familiares 
     
  • na exigência de rigor no horário de trabalho, à entrada, mas com total flexibilidade na saída 
     
  • nas ameaças diretas e veladas e nas múltiplas formas de assédio moral de que são vítimas 
     
São considerados como meros figurantes: 
  • na organização do trabalho
     
  • na composição dos quadros de pessoal
     
São vistos, como mão de obra desqualificada
  • na política de retribuição salarial 
     
  • nos incentivos pelos resultados obtidos
     
  • nos prémios de carreira quando passam à reforma 
     
Mas na época de Natal, os excluídos têm direito a existir
  • a gestão lembra-se dos elogios e agradecimentos
     
  • as hierarquias, organizam e incentivam jantares de convívio
     
  • são até mesmo considerados, como o melhor ativo da Empresa


UMA GESTÃO DE “INTERESSES”
 

As últimas equipas de gestão foram adaptando a estrutura orgânica da CGD e das diversas empresas do grupo, à medida da sua visão de futuro, quanto ao desenvolvimento do negócio, mas também à defesa dos seus interesses pessoais, familiares, círculo de amizades, ou até mesmo partidários.

Daí que, pulule hoje no Grupo CGD, muita gente de que se não sabe a origem, o curriculum, ou as provas dadas, mas que, de repente, é admitida não se sabe como, para cargos destacados, com altas remunerações, a beneficiarem de mordomias múltiplas e, pior que isso, ultrapassando trabalhadores que além de terem já anos e anos de “camisola vestida”, com dedicação e experiência, ficam arredados de qualquer evolução profissional, com a exigência de total apoio solidário ao vindouro!

Resistir, denunciar as arbitrariedades, lutar por um Grupo CGD, público e transparente

Os trabalhadores, já provaram inúmeras vezes que sabem levantar a cabeça e mobilizar-se, perante as situações mais graves.

Ora, perante a situação que se vive na CGD e nas outras Empresas do Grupo, o STEC vai continuar a denunciar as situações de gestão que considere que ferem de forma grave, quer os trabalhadores e os seus direitos e interesses, quer os interesses do Grupo e do País!
Apelamos a que todos o façam!


Luta, denuncia, protesta!
Adere ao STEC!

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