Sábado, 19 de Agosto de 2017

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INFORMAÇÃO STEC
BASTA DE CORTES, CONGELAMENTOS E DISCRIMINAÇÃO - É TEMPO DE REIVINDICAR AUMENTOS SALARIAIS
2014-12-01
COMUNICADO 06

Lembram-se do anúncio do «relógio», a marcar o tempo que faltava para a «troika»
se ir embora, para o fim da austeridade, dos sacrifícios e do empobrecimento, para
o regresso à normalidade?

Pois é, palavras bonitas, só que... a «troika» já se foi embora em Maio e o que
constatamos na CGD?

Tudo está igual a esse tempo de má memória (cortes salariais, congelamento de
promoções, redução no pagamento do trabalho suplementar e ajudas de custo)
mas... continuam os gastos avultados com nomeações e mordomias várias, de que
as viaturas e os cartões de crédito são as mais conhecidas.

Uma situação insustentável, que levou o STEC a apresentar à Administração
da CGD a revisão do Acordo de Empresa, visando a retoma da normalidade
contratual, a atualização do clausulado do AE e uma proposta de tabela salarial
e cláusulas de expressão pecuniária faseada para os próximos 3 anos.



DESTACAMOS DA PROPOSTA:

TABELA SALARIAL

  • Em 2015, aumento de 3,5%, com um mínimo de 45€;
  • Em 2016, aumento de 3%, com um mínimo de 40€;
  • Em 2017, aumento de 2,5%, com um mínimo de 35€.

 

OUTRAS CLÁUSULAS

  • Direito às anuidades antes da primeira diuturnidade (logo após 1 ano da admissão na CGD);
  • Prémio de Antiguidade – despenalização das faltas resultantes de intervenção cirúrgica em ambulatório;
  • Subsídios de Estudo para filhos e Subsídio a Trabalhador Estudante – atualização do montante (de 150 € a 350€ e pagamento de uma só vez, em Agosto);
  • Categoria de Administrativo – admissão pelo Nível 5;
  • Trabalho realizado em dia de descanso semanal – aplicação do descanso compensatório;
  • Faltas por doença, dos trabalhadores inscritos no regime de Segurança Social – atribuição de Complementaridade pela Empresa, até perfazer a remuneração mensal líquida, em relação às faltas que confiram direito ao pagamento de subsídio de doença pago pela Segurança Social;
  • Instituição de um prémio de fim de carreira no montante de 4 meses da remuneração;
  • Subsídio de apoio ao nascimento no valor de 1.000€;
  • Crédito à Habitação – direito a escolher, a todo o tempo, uma seguradora que o garanta em condições mais favoráveis;
  • Trabalho suplementar e Abono para Falhas – clarificação do conceito da sua aplicação;
  • Contratualização de novas categorias e respetivo nível mínimo - Coordenador de Área (nível 13); Coordenador de Unidade (nível 12); Chefe de Equipa (nível 10); Gestor de Cliente (nível 8); Técnico Assistente (nível 7); Assistente Comercial e Caixa Mais (nível 6)
  • Contratualização de várias matérias umas já acordadas em protocolo em 2009, outras inerentes às alterações legislativas do código do trabalho.


FUNDAMENTAÇÃO ECONÓMICA DA PROPOSTA DO STEC

 

Do estudo do STEC, baseado em dados oficiais da CGD, que conduziu a esta proposta,
divulgamos alguns números mais relevantes, nomeadamente a dimensão das perdas sofridas
pelos trabalhadores e os efeitos da proposta em termos de aumento de custos para a Empresa.

Assim:
DESDE 2011, OS TRABALHADORES DA CGD SOFRERAM
UMA REDUÇÃO DE RENDIMENTO DE 5,789 MILHÕES DE EUROS/ANO.

Ora, considerando que os cortes foram aplicados, de 2011 a 2014, com breve interrupção
em 2014, mas “bem compensada” por um corte ainda maior nos meses de Janeiro a Maio,
o prejuízo ascende globalmente a mais de 23,157 milhões €!
E isto, considera apenas as remunerações fixas, já que a contabilização não abrange:
as remunerações variáveis, o congelamento das promoções, a não atualização das
remunerações, o aumento da quota para a CGA, ou a brutal redução do valor de cada
hora extraordinária.

Os cálculos do STEC (sempre de acordo com os dados da CGD), estimam assim uma redução
do poder de compra dos trabalhadores da Empresa, na ordem dos 16,4%!

Estes congelamentos, vão ainda e naturalmente refletir-se de forma lesiva e permanente
para todos os trabalhadores da CGD, já que as atualizações futuras serão feitas a partir de
remunerações fixas que... estiveram congeladas durante 4 anos.

A PROPOSTA APRESENTADA PELO STEC
É ABSOLUTAMENTE RAZOÁVEL E SUSTENTÁVEL.

Tendo como suporte o Relatório e Contas da CGD – 2013 (contas individuais), o aumento
proposto pelo STEC, corresponde a:

  • 1,5% dos custos de pessoal;
  • 2,1% do total das remunerações pagas em 2013;
  • 0,8% dos gastos operacionais da CGD, em 2013.

Finalmente, os valores da proposta, para além de inequivocamente razoáveis e sustentáveis,
são ainda facilmente absorvidos pela CGD, se os compararmos com:

  • as perdas prováveis da exposição da CGD ao Grupo Espírito Santo (300 milhões €), que foram pública e oficialmente assumidas, como de fácil absorção;
  • o volume de imparidades do mau crédito (758 milhões €, só no 1º semestre de 2014).

EXIGE A REPOSIÇÃO
DO PODER DE COMPRA QUE TE RETIRARAM!
 

MANTÉM-TE ATENTO
E DEFENDE OS TEUS INTERESSES E DIREITOS!
DÁ FORÇA AO STEC NESTA NEGOCIAÇÃO!

ADERE AO STEC 

 

A DIRECÇÃO 

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