Quinta-Feira, 24 de Agosto de 2017

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TRABALHADORES DA CGD FESTEJARAM ABRIL E MAIO - E TAMBÉM OS 40 ANOS DA CONSTITUIÇÃO
2016-05-06

Cerca de 100 pessoas participaram em mais um jantar comemorativo do 25 de Abril promovido pelo STEC e pela CT da CGD.

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Este ano, aos 42 anos do 25 de Abril juntou-se também a comemoração do 40º aniversário da Constituição da República.

A intervenção do STEC esteve a cargo de Joana Friezas, da Direção, e que aqui reproduzimos.

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Intervieram também Jorge Canadelo em nome da CT e Ramiro Rodrigues, Capitão de Abril, em representação da Associação 25 de Abril.

A parte de animação cultural contou com Vítor Sarmento e Rogério Charraz que aliaram às canções de intervenção outras mais recentes do último disco deste jovem cantautor.

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Destacamos aqui a intervenção emocionada de Joana Friezas, da Direção, em representação do STEC:



Em nome da Direção do STEC, saúdo todos os presentes e também todos aqueles que, não podendo estar aqui hoje, sentem como nós a importância do 25 de Abril.


Uma saudação especial para o representante da Associação 25 de Abril, Comandante Ramiro Rodrigues, que nos dá a honra de comemorar connosco um acontecimento de que ele, como membro do Movimento das Forças Armadas, foi protagonista – o 25 de Abril de 1974.


Ao contrário de muitos de vós eu não estive presente nesse dia. Nasci quando a Liberdade já era um dado adquirido. Mas porque tive a sorte de crescer ao lado de quem a viveu de forma muito intensa, ensinaram-me a vivê-la, a respeitar a sua importância.


Nos meus primeiros anos de vida, quando o 25 de Abril ainda era muito recente, e numa altura de que ainda não tenho memórias, a comemoração fazia-se nas ruas de Lisboa no carrinho de bebé de chucha e cravo ao peito.


As primeiras memórias dizem-me que neste dia, havia sempre cravos em casa e saíamos com os meus Pais à rua para participar nas comemorações.


Mais à frente comecei a participar de forma mais ativa, quando percorria as ruas da minha terra tocando a Grândola vila Morena, o Hino Nacional e a Marcha do MFA, na Filarmónica Local. E foi nessa altura que comecei a querer ouvir as histórias de quem viveu este dia.


Aprendi que outros lutaram e morreram para que o 25 de Abril fosse possível.


Espero conseguir transmitir às minhas filhas que este dia não é apenas feriado e o aniversário do Tio João.


Quero que elas sintam os cravos e os punhos cerrados.


Quero que elas entendam o Paulo de Carvalho a cantar "quis saber quem sou, o que faço aqui"…, e o Zeca "o povo é quem mais ordena"….


Quero ensiná-las a viver este dia. A respeitar a sua importância.


Hoje, e falando da nossa empresa.


O espírito do 25 de Abril mantêm-se vivo na CGD e a prova é a participação sempre renovada neste jantar comemorativo que se realiza ininterruptamente desde 1978.


Mas esta evidência, muito gratificante para todos nós, não pode esconder as grandes preocupações que hoje se vivem na empresa.


A sua estabilidade como empresa de capital totalmente público.


O seu futuro numa banca em acelerada mutuação.


O seu papel como banco de referência dos portugueses.


Os seus trabalhadores que são bancários quando se trata de exigir e passam a funcionários públicos quando se trata de cortar salários e pensões e congelar carreiras.


Muitas interrogações e poucas respostas. Uma certeza porém, a existência de múltiplas razões para estarmos muito atentos, unidos e mobilizados.


O 25 de Abril mostrou-nos a todos, que não é com conformismo e baixando os braços que resolvemos os nossos problemas. Aprendemos a dizer não aos fatalismo, a sermos perseverantes, e a sabermos resistir às adversidades.


Certos de que a História não anda para trás e que o futuro nos pertence, assim saibamos estar unidos como há 42 anos.


Viva o 25 de Abril, Viva os Trabalhadores da CGD, Viva Portugal





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