Quarta-Feira, 28 de Junho de 2017

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INFORMAÇÃO STEC
SECRETÁRIO DE ESTADO DO TESOURO RESPONDE A PREOCUPAÇÕES DO STEC
2016-07-04
COMUNICADO 03

A pedido do sindicato, realizou-se em 30 de junho, uma reunião com o Secretário de Estado do Tesouro, onde o STEC transmitiu as suas apreensões face a uma série de factos que estão a afetar gravemente a imagem da CGD e a criar grande mal estar nos trabalhadores, como:

  • A CGD estar desde abril, quando o Governo informou da nomeação de uma nova equipa de Administração, sem um funcionamento normal de gestão (só 4 Administradores em funções), e completando-se 3 meses nesta lamentável e incompreensível situação;
     
  • Multiplicarem-se na Comunicação Social, as declarações, opiniões, comentários e especulações sobre a CGD, o que está a desgastar a sua imagem e a sua credibilidade;
     
  • O secretismo que tem rodeado os nomes da nova Administração e a informação que circula na Imprensa de que todos serão oriundos de um mesmo Banco privado – o BPI;
     
  • As notícias oficiais que falam num plano já aprovado e que implicará uma redução de 300 Balcões e de mais de 2 500 postos de trabalho, em Portugal e no estrangeiro;
     
  • A evidência de tudo isto apontar para uma brutal redução da atividade da CGD com as óbvias consequências daí resultantes, na sua dimensão e na sua capacidade de intervenção e de resposta, no setor bancário, na economia nacional e no apoio às populações;
     
  • O facto de a CGD estar a ser irresponsavelmente usada pelos partidos do anterior governo, para palco de ação política, com o resultado previsível da anunciada Comissão Parlamentar de Inquérito, vir a ser algo de extremamente desgastante para a imagem da Instituição
     


Na sua resposta, o Secretário de Estado do Tesouro, esclareceu algumas destas questões:

  • A entrada em funções da futura Administração está pendente de uma nova obrigação da CE (a avaliação da idoneidade dos elementos propostos) mas que esta estaria para breve;
     
  • O Governo está também bastante preocupado com o desgaste da imagem da CGD, nomeadamente com o que se vier a passar na Comissão Parlamentar de Inquérito;
     
  • Está já aprovado um plano de reestruturação para a CGD, que implica uma ideia-chave – manter o atual nível de intervenção no mercado, com menos balcões e menos trabalhadores, mas com uma nova organização e um mais eficaz método de trabalho;
     
  • A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2 500. Embora essa avaliação seja feita pela nova Administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de 3 anos. Foi garantido que não haverá despedimentos e que a redução passaria por reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador;
     
  • A redução de balcões irá ocorrer maioritariamente no estrangeiro, onde os interesses da CGD e dos seus clientes passariam a ser assegurados por um Banco local através de acordo preferencial. No entanto, a nível dos Palop, o plano aposta num crescimento sustentável;
     
  • O Governo assume, sem reservas, uma CGD de capital totalmente público, com uma dimensão nunca inferior à atual, em termos de quota de mercado, mas que permita apoiar mais as Empresas, nomeadamente as PME, de uma forma mais próxima, e continuar a ser para a população o fiel depositário das suas poupanças e o seu Banco de referência.


O STEC TUDO FARÁ PARA DEFENDER A CAIXA E OS SEUS TRABALHADORES

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