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SINDICATO DA CGD CONVOCA PROTESTO CONTRA CONTAGEM DE ANOS DE CARREIRA
2017-12-04
JORNAL DE NEGÓCIOS

Diogo Cavaleiro Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt

04 de dezembro de 2017 às 16:30

Não houve descongelamento salarial nem contabilização de anos de carreira na Caixa, factores que levam o sindicato a convocar uma concentração na próxima quarta-feira.

O sindicato representativo dos trabalhadores do grupo Caixa Geral de Depósitos convocou um protesto para a próxima quarta-feira, 6 de Dezembro. "Entendemos que tínhamos de tornar público [o descontentamento]", diz João Lopes ao Negócios.

Um dos motivos para a concentração de delegados sindicais é, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), a não contabilização dos anos entre 2013 e 2016 para efeitos de carreira – não é um inédito do banco, já que foi uma das razões para os protestos dos professores nacionais.


Para João Lopes, esta situação coloca os trabalhadores antigos na mesma situação que pessoal que vai entrando, o que tem causado desconforto entre os funcionários.

O outro ponto que justifica o protesto é o descongelamento salarial, permitido pelo Orçamento do Estado de 2017, e que o STEC tem comentado desde o início do ano. "A administração recebeu quase o dobro [a actual em relação à que esteve em funções até 2016]. Para nós, não há anos. Não querem, dizem que talvez para o ano", continua João Lopes.


A nota de imprensa a convocar o protesto refere mesmo os "quase oito anos" em que os trabalhadores da CGD estiverem "sem actualização de salário e pensões de reforma".

Tem havido conversas sobre os dois temas com a gestão de Paulo Macedo, mas não houve uma base para o entendimento. O que conduz ao protesto agora anunciado. O objectivo é que tenha "dimensão". "A seguir se verá o próximo passo", diz João Lopes.

Ainda não foi possível obter uma reacção por parte do banco público a este protesto agendado para as 12:00 de quarta-feira, sendo certo que tem defendido estar a actuar dentro da lei.

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Fotografia: Tiago Sousa Dias/Correio da Manhã