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ISLÂNDIA É O 1.º PAÍS A PROIBIR DIFERENÇAS SALARIAIS ENTRE HOMENS E MULHERES
2018-01-03
JORNAL DE NOTÍCIAS

A partir da passada segunda-feira, 1 de janeiro, a Islândia tornou ilegal as empresas pagarem mais aos homens do que as mulheres, sendo assim o primeiro país a fazê-lo.


A lei foi anunciada no Dia Internacional da Mulher, a 8 de março de 2017, tem efeitos desde 1 de janeiro de 2018 e pressupõe que as empresas e agências governamentais com mais de 25 funcionários tenham de obter a certificação do governo pelas suas políticas de igualdade de remuneração. As entidades que não cumprirem enfrentarão multas.

O objetivo do governo da Islândia é erradicar por completo a diferença salarial até 2020.

Dagny Osk Aradottir Pind, membro da Associação de Direitos Humanos das Mulheres na Islândia, disse à Al Jazeera que a lei em questão "é um mecanismo para garantir que mulheres e homens sejam pagos igualmente". "Temos legislação a dizer que o salário deveria ser igual para homens e mulheres há décadas, mas ainda temos uma diferença salarial", acrescentou.

A nova legislação foi apoiada pelo governo de centro-direita, assim como pela oposição, num parlamento onde perto de 50% dos membros são mulheres.

"Acho que agora as pessoas estão a começar a perceber que este é um problema sistemático que temos de enfrentar com novos métodos", explicou Dagny Pind à "Al Jazeera".


Igualdade de género a nível mundial

A Islândia é um país insular no Oceano Atlântico Norte com aproximadamente 323 mil pessoas e tem uma economia forte, baseada no turismo e na pesca. Nos últimos nove anos, foi classificada pelo Fórum Económico Mundial (WEF) como o país com mais igualdade de género do mundo.

De acordo com o WEF, os cinco melhores países em termos de igualdade de género, são a Islândia, a Noruega, a Finlândia, o Ruanda e a Suécia. Portugal surge em 33º lugar no ranking.

O Iémen, por outro lado, é o mais baixo classificado dos 144 países que constam do relatório.

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Reiquiavique

Fotografia: Geirix/REUTERS