Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

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CGD – O “BOM CAMINHO” QUE A ADMINISTRAÇÃO ANUNCIA … E A TRISTE REALIDADE QUE OS TRABALHADORES VIVEM
2018-04-18
COMUNICADO 03

Bem “prega Frei Tomás” e “falas bem, mas não me alegras”, são duas expressões populares que definem situações, em que os detentores do poder procuram esconder com “palavras bonitas” a dura realidade que se vive.

Ora estas expressões traduzem hoje, na perfeição, aquilo que se está a passar na CGD.


A CGD foi recapitalizada em cerca de 4 mil milhões de Euros!
É muito dinheiro! Todos o sabemos, mas também sabemos as condições impostas por Bruxelas para o autorizar! Nomeadamente:

  • A redução de pessoal em mais de 2000 trabalhadores;

  • O encerramento de quase 200 Agências;

  • A venda da maioria dos ativos da CGD no estrangeiro;

  • O aumento do crédito à economia;

  • A recuperação de crédito em incumprimento; 

  • A redução generalizada das despesas.

 

Mas o que até agora ainda ninguém nos explicou, é porque:

  • O número de Administradores (executivos e não executivos) mais que duplicou?

  • A Comissão Executiva viu as suas remunerações aumentarem mais de 100%?

  • O crédito concedido à economia, em vez de crescer, continua a cair?

  • As despesas reduzem apenas: na qualidade da limpeza, nos serviços de manutenção em geral, nos custos com trabalhadores, no número de carros de gama mais baixa, na qualidade da Medicina no Trabalho, na diminuição de gestores de cliente, gerentes e subgerentes?

  • As despesas crescem: na compra de viaturas de luxo, nas admissões vindas do exterior com atribuição de altos níveis, no aumento das promoções facultativas?

  • O fecho de dezenas de Agências, não está a ser aproveitado para colmatar as falhas de pessoal na rede comercial que, pelo contrário, se encontra mais reduzido que nunca?

  • Cada vez há mais Agências, onde se acumulam 2 e 3 Gerentes e Subgerentes, ao mesmo tempo que muitas outras se encontram há meses sem Gerente ou Subgerente?

  • A rede comercial continua sobrecarregada de funções administrativas e com isso impedida ou muito dificultada, de exercer a dinâmica comercial que lhe está cometida?

  • As agências continuam a ter cada vez mais dificuldade em contactar os Serviços Centrais e receber destes, em tempo útil, o apoio solicitado?

Ora, enquanto este tipo de situações se eternizar e a Administração continuar em silêncio, sem dar as respostas que são devidas, e vir ainda propor aumentos salariais de 0,35%, a quem está há 8 anos com o mesmo vencimento, não se pode esperar dos trabalhadores que venham para o trabalho com “boa cara”, “sorriso aberto”, “entusiasmo e disponibilidade”.

 



REVISÃO SALARIAL

Face ao atraso do Ministério do Trabalho em substituir o seu representante no Processo de Conciliação (o anterior foi destacado para outras funções), o STEC propôs à Administração da CGD negociações diretas sobre a revisão salarial, adiantando uma data para o seu inicio.

Já fomos informados que a CGD vai responder positivamente, e neste momento estamos a aguardar a marcação da primeira reunião.

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comunicado_03