Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

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DELEGADOS SINDICAIS DEFENDEM CONTINUAÇÃO DA LUTA EM DEFESA DO AE STEC/CGD
2018-09-13
COMUNICADO 09
Grande participação dos Delegados Sindicais da CGD na reunião de 6 de setembro na sede do STEC.
Depois de uma explanação da Direção de balanço da greve de 24 de agosto, cuja adesão foi superior a 70%, e de informação sobre a contraproposta do STEC para a negociação do AE, foi a vez dos Delegados Sindicais que intervieram em grande número, confirmando muitos dados já avançados pela Direção.

Foram ainda acrescentadas, pelos Delegados, novas informações do que se passou nos locais de trabalho e foi também manifestado o sentimento generalizado de motivação dos trabalhadores para a continuação da luta em defesa dos seus direitos consignados no AE.

Novas ideias para a continuação da luta foram lançadas.

No final foi aprovada por unanimidade e aclamação a Moção que se transcreve


 

MOÇÃO

 

- Considerando todo o ataque que os trabalhadores da CGD têm sofrido com os cortes salariais, a eliminação dos 4 anos na carreira, o corte no subsídio de almoço, as pressões diárias para o alcance de objetivos irrealistas, aceitação de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo, o encerramento de balcões e as transferências inerentes;


- Considerando o protelamento sucessivo, por parte da administração da CGD, das negociações da Tabela Salarial e cláusulas de Expressão Pecuniária para 2018;


- Considerando a atitude de má-fé da Administração ao denunciar o AE STEC/CGD publicado em 2016, durante o processo de revisão salarial em curso e sem qualquer fundamento que o possa justificar;


Os Delegados Sindicais do STEC na CGD reunidos na Sede em 6 de setembro de 2018, decidem:


- Saudar os trabalhadores que aderiram à Greve no dia 24 de agosto, cuja participação ultrapassou os 70% de adesão, resultando numa paralisação histórica a nível nacional;


- Saudar igualmente os trabalhadores e aposentados que, vindos de todo o país, marcaram presença na concentração em frente à sede da CGD no dia da greve;


- Saudar o esforço coletivo de mobilização, esclarecimento e informação que antecedeu a greve e foi decisivo para o seu êxito, bem como a ampla cobertura que lhe foi dada pela Comunicação Social, nomeadamente pelas televisões;


- Saudar e valorizar a participação dos trabalhadores mais jovens tanto na greve como na concentração, demonstrando assim a preocupação pelo seu futuro e pelo futuro da CGD;


- Demonstrar o seu repúdio pela denúncia do AE e pela proposta apresentada, que pretende arrasar com os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de décadas;


- Repudiar também a forma insultuosa como a Administração retratou a greve, mentindo sobre a adesão tentando desvalorizar e apelidando-a de irracional;


- Repudiar a forma caluniosa como foram tratados os trabalhadores da CGD por meia dúzia de irresponsáveis “fazedores de opinião” que os apelidaram de privilegiados e a divulgação dada nalguns órgãos de comunicação social, apelando à direção para a necessidade de uma resposta pública de esclarecimento e desagravo;


- Apelar aos trabalhadores que ainda não responderam ao inquérito do STEC “CGD: QUE CLIMA SOCIAL” , que o façam, como forma de retratar o verdadeiro ambiente que se vive atualmente nos locais de trabalho;


- Contestar a forma restritiva e subjetiva como foi decidida e regulamentada a atribuição do anunciado “Prémio de Desempenho”, que fomenta a divisão e o arbítrio, ao mesmo tempo que ignora a Lei Orgânica da CGD quanto à distribuição legitima da Participação de Lucros pelos trabalhadores;


- Manifestar, uma vez mais, o seu empenhamento na defesa de uma CGD pública, forte ao serviço das populações e do País e exigir dos órgãos de soberania respostas e responsabilidades sobre o que efetivamente se pretende para o futuro da CGD, do Banco Público;


- Apoiar a direção na defesa da proposta do STEC em todo o processo negocial que agora se vai iniciar;


- Manifestar a sua disponibilidade para a continuação da luta que se mostre necessária na defesa dos atuais direitos, de salários justos e do reconhecimento e respeito pelos trabalhadores, por parte da administração.
 
 
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