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PRESIDENTE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS DIZ QUE BANCO DEVE APRENDER "LIÇÃO" DE TER "MAIOR ATENÇÃO AO CAPITAL"
2019-05-02
SAPO 24
2 mai 2019 22:07
MadreMedia / Lusa
 
O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse hoje que o banco público deve aprender a "lição" e ter "uma atenção ao capital maior do que há 10/15 anos".
 
Questionado sobre os impactos na CGD da segunda comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão do banco público, que decorre atualmente na Assembleia da República, Paulo Macedo frisou, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre, em Lisboa, que o banco está neste momento a "aprender com as lições do passado, a focar-se no negócio e a prestar informação à Assembleia da República".

Relativamente a lições a retirar de práticas do passado, o presidente do banco público destacou a "lição" de que a CGD deve ter "uma atenção ao capital maior do que há 10/15 anos", uma vez que "os seus rácios de capital ficaram insuficientes" depois da crise.

No entanto, Paulo Macedo disse que "a Caixa está diferente hoje do que eram essas práticas".

"Está diferente porque a regulação é outra, as práticas de risco são outras, a tecnologia, o tipo de alertas, o tipo de 'governance' [governança], o processo 'fit and proper' [para avaliação de potenciais administradores]", disse, acrescentando que "toda a banca está diferente, e todo o escrutínio, exigência, supervisão, regulação e práticas internas da Caixa estão diferentes".

Como exemplo destas práticas diferentes, Paulo Macedo garantiu que assuntos como a "questão da fundamentação, o tipo de documentação, das atas, da justificação" dos processos da Caixa, que tem sido muito abordado na comissão parlamentar de inquérito, "é feita de forma muito mais exaustiva".

Paulo Macedo queixou-se ainda dos danos que a comissão parlamentar está a fazer à Caixa, que "no espaço de um ano tinha recuperado mais de 10 pontos no índice de reputação", mas "num mês perdeu 10".

"Quem diz que não afeta não sabe do que está a falar", salientou o presidente executivo do banco público, acrescentando que "os maiores entusiastas" da comissão parlamentar são os concorrentes da CGD e "o conjunto de pessoas do costume, sejam ressabiados ou o que forem".

O gestor disse que um dos desafios da Caixa é manter o banco "focado no negócio" a que os serviços do banco têm de dar "prioridade", apesar dos serviços prestados à comissão parlamentar de inquérito, através do fornecimento de documentação a parlamentares e a ex-administradores, terem "prioridade sobre tudo" neste momento.

Paulo Macedo considerou ainda a ideia de uma quarta comissão parlamentar de inquérito algo “totalmente desproporcionado”, uma vez que o banco “já forneceu toda a sua informação” e teve “todos os exames que os outros bancos tiveram”.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um lucro de 126,1 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que compara com 68 milhões registados no mesmo período de 2018, divulgou hoje o banco público.
 
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