Sábado, 19 de Outubro de 2019

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INFORMAÇÃO STEC
NEGOCIAÇÃO DO ACORDO DE EMPRESA DA CGD
2019-05-14
COMUNICADO 02

Um processo negocial moroso e preocupante

 

 

Como todos se recordarão, foi em Julho de 2018 que a Administração apresentou a denúncia do AE e com isso abriu a «caixa de pandora» para a negociação de um novo Acordo de Empresa, de que se ignora o resultado final mas que se sabe à partida o objetivo que a CGD pretende:

 

Fazer aprovar um novo AE em que os trabalhadores tenham menos direitos e piores condições.

 

Uma evidência que o STEC denunciou de imediato, resultando numa greve e manifestação de repúdio e protesto junto à Sede da CGD, em agosto de 2018, com uma participação histórica dos trabalhadores.

 

Apesar disso, o STEC apresentou em tempo útil a sua proposta para um novo AE e tem participado nas negociações, com uma atitude sempre construtiva, dialogante e de boa-fé.

 

Passados quase 10 meses após a denúncia do AE pela CGD, realizadas 12 reuniões negociais … nada de concreto ainda aconteceu! É verdade que sobre algumas cláusulas se alcançou um consenso mínimo, mas o problema é a CGD continuar a exigir alterações radicais, ou mesmo a retirada pura e simples de cláusulas bastante importantes e que muito sacrifício custaram aos trabalhadores da CGD, como é caso das Anuidades, Promoções por Antiguidade, Prémio de Antiguidade...  

 

Igualmente preocupante é o facto da CGD, entre outras matérias muito relevantes para os trabalhadores, pretender retirar do AE qualquer referência à existência dos Serviços Sociais!

 

Perante este quadro de intenções e de uma negociação que “marca passo”, devemos interrogar: Que caminho se está a apontar aos trabalhadores da CGD? Que se quer afinal deles? Que continuem a ser penalizados por erros de gestão a que são alheios? Que trabalhem mais e mais para fazer crescer os lucros… sem nada lhes ser dado em troca e ainda lhes serem retirados direitos?

 

Estas interrogações surgem numa CGD que, pela dinâmica dos lucros que apresenta parece, cada vez mais, respirar saúde e estabilidade. Um facto a que os trabalhadores não são alheios, e, antes pelo contrário, para o qual estão a ser os principais contribuintes!

 

Porquê esta obsessão de penalizar os trabalhadores na CGD? Porquê insistir em fragilizar aqueles que são os primeiros responsáveis pela imagem e pelos lucros da Empresa?    

 

O STEC vai manter o mesmo empenho negocial da primeira hora e tal como sempre provou, será um interlocutor sério e responsável, mas não pode deixar de lançar um alerta:

 

Os trabalhadores da CGD não estão alheados do que se passa, bem pelo contrário estão muito atentos, despertos e mobilizados… para o que vier a acontecer!  

 

 

 

A Direção

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