Domingo, 15 de Dezembro de 2019

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NA CGD... A PAZ É UMA MIRAGEM
2019-11-11
COMUNICADO 08
A Comunicação social tem vindo a falar do bom desempenho da CGD, pelos lucros apresentados no primeiro semestre e pelo elogio recebido do Ministro das Finanças, face ao rigoroso cumprimento das medidas decretadas por Bruxelas, aquando da recapitalização da CGD.

Ora perante tudo isto, os trabalhadores da CGD deveriam estar felizes e exultantes, não apenas pelo dever cumprido, mas e principalmente... pelo seu reconhecimento público.

Mas não o estão!
Pelo contrário, estão cada dia mais inseguros, desmotivados e revoltados!

E porquê este estado de espírito?
Aqui vão, para já, algumas razões que o explicam…

  • O encerramento de Agências, gera um aumento de clientes nas Agências mais próximas… só que este movimento não é acompanhado de qualquer reforço das equipas de trabalho e, antes pelo contrário... muitas vezes até com a sua redução!

  • Esta realidade tem causado inúmeros problemas aos clientes e a provocar reações destes cada vez mais violentas, seja por insultos ou chegando mesmo à agressão física! Com uma agravante, os alvos da ira dos clientes… são precisamente quem nada tem a ver com a origem dos problemas! São os trabalhadores! Aqueles que os atendem! Aqueles que “dão a cara”!

  • O fecho de Agências tem vindo a ter ainda outras consequências perversas – a redução de funções de enquadramento, Gerentes, Sub-gerentes, de Gestores de clientes, para além da transferência forçada de trabalhadores para outras Agências, obrigatoriedade de mais despesa com deslocações, menos tempo para o descanso e para a família, desmotivação profissional, problemas sérios de saúde física e psíquica!

  • A acrescer a este pesadelo, o grau de exigência não cessa de aumentar, nos ritmos de trabalho, nos objetivos irrealistas de venda de seguros e crédito, na pressão constante para o contacto com os clientes, na apresentação de mapas e relatórios diários, nas reuniões fora das horas de serviço, no desrespeito pelo horário de trabalho!

  • E com que contrapartidas? Nenhumas! Pelo contrário, a denúncia do AE em 2018 mais não visou do que um retrocesso laboral e social na CGD, pela retirada de direitos aos trabalhadores, alguns duramente conquistados e com dezenas de anos de existência!

  • Depois o silêncio quanto à revisão salarial de 2019! Estamos em Novembro e a Administração continua, impávida e indiferente, a protelar uma resposta ao aumento salarial proposto há 6 meses pelo STEC, sacrificando quem diariamente faz a CGD funcionar - os seus trabalhadores! 

  • Para além de tudo isto, os trabalhadores da CGD continuam a viver o pesadelo do congelamento dos 4 anos de serviço, que a Administração recusa reconhecer para efeitos de carreira profissional! Uma atitude que coloca, para sempre, numa situação desigual, os trabalhadores dos níveis 4 a 10... que estavam ao serviço da CGD, na ”hora errada”, entre 2013 e 2016!

É por este caminho… que a Administração pretende alcançar a paz social na CGD?
 
 
 
A Direção
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