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CASOS POSITIVOS DE COVID-19 NA CGD CONDICIONAM ATENDIMENTO AO PÚBLICO
2020-03-16
TSF
Por Cristina Lai Men, Raquel de Melo e Carolina Rico
16 Março, 2020 • 10:12
 
Só utentes com agendamento prévio serão atendidos na Caixa Geral de aposentações da sede do banco. Agências mantêm-se abertas, mas clientes são incentivados a recorrer aos serviços online.
 
A Caixa Geral de Depósitos reforçou as medidas de segurança depois da confirmação de dois casos de infeção por Covid-19 entre os trabalhadores, um no Porto, outro em Lisboa.
 
No edifício sede da CGD, na avenida João XXI, em Lisboa, está encerrado o posto médico, já que o doente infetado é médico nesse posto de trabalho, e o atendimento da Caixa Geral de aposentações está condicionado: só utentes com agendamento prévio serão atendidos.
 
Também as lojas e o restaurante serão fechados a partir desta segunda-feira para reduzir os contactos sociais, medida que já fora adotada nos espaços de desporto lazer. O acesso ao refeitório será, para já, feito de forma condicionada e as portas de casas de banho e outros espaços ficaram abertas para que não seja necessário tocar em maçanetas, onde o novo coronavírus se pode depositar.
 
Ouvido pela TSF, o presidente Sindicato de Trabalhadores das Empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), Pedro Messias, confirma os casos de contágio na instituição e admite que o número possa aumentar num universo de sete mil trabalhadores.
 
Pedro Messias defende que as medidas de contenção devem ser reforçadas, dependendo da evolução do surto, e descreve um ambiente de "intranquilidade" entre os trabalhadores: o atendimento com o público "motiva naturais e legítimas ansiedades", explica.
 
Também Isabel Rodrigues, coordenadora da comissão de trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, diz que conhecidos os casos "os acessos ficaram muito restritos", em particular no edifício sede onde trabalham cerca de três mil funcionários, mas em declarações à TSF salienta que "ninguém está sossegado" com o que está a acontecer.
 
Além do teletrabalho, Isabel Rodrigues pede medidas mais drásticas à administração da Caixa para fazer face a esta situação de pandemia, inclusive o encerramento de agências. Só assim se poderá agir em "nome do bem de todos e da empresa", considera.
 
 
Agências mantêm-se abertas
 
Em comunicado, a Comissão Executiva da CGD reforça que as medidas adotadas têm como objetivo "proteger colaboradores e os clientes e assegurar a continuidade do serviço público", lembrando que o banco enfrenta "um momento ímpar" na sua história.
 
"Estamos a proteger os colaboradores dotando-os de condições de trabalho que procuram minimizar a possibilidade de ficarem expostos ao vírus", o que passa por minimizar a deslocação de clientes às nossas agências, condicionando o número de colaboradores em simultâneo no local.
 
"Serão encerradas as agências quando e apenas se necessário, como já aconteceu em casos pontuais", garante a Comissão Executiva da CGD, que, em alternativa, incentiva a utilização de canais alternativos por parte dos clientes, nomeadamente a app da Caixa.
 
"Esta semana, as áreas críticas para a continuidade de negócio do banco (operações, mercados financeiros, informática, compliance etc") vão estar a funcionar em várias localizações da zona da Grande Lisboa", acrescenta o banco em comunicado.
 
Estão ainda previstos "novos benefícios" para os clientes da CGD, como períodos de carência para pagamento de prestações de crédito para certos setores, a pedido dos clientes. Também os circuitos de formalização de cartões de débito serão revistos para evitar que o cliente vá, fisicamente, à agência.
 
 
 
 
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