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MORATÓRIA DE CRÉDITOS: ADIAMENTO E NÃO UM PERDÃO DAS DÍVIDAS!
2020-04-15
DINHEIRO VIVO

OPINIÃO
Marta Almeida
15.04.2020 / 11:59


Ministério da Economia estimou em 20 mil milhões de euros o universo de empréstimos de particulares e empresas que podem beneficiar da medida.

Para ajudar as famílias e empresas penalizadas pela crise provocada por esta pandemia, o Governo adotou um conjunto de medidas, entre elas uma moratória de seis meses no crédito (até 30 de setembro de 2020) que permite a quem sofreu uma quebra de rendimentos adiar o pagamento da sua prestação. No entanto, e talvez uma das coisas mais importantes de referir é que não se trata de um perdão de dívida, mas apenas do adiamento dos encargos.

A medida governamental vai além das propostas que várias instituições financeiras têm apresentado, que assentam numa suspensão de pagamento apenas da componente de capital, com continuação do pagamento dos juros.

O Ministério da Economia estimou em 20 mil milhões de euros o universo de empréstimos de particulares e empresas que podem beneficiar da medida. Para isso, e de acordo com o decreto-lei publicado (Decreto-Lei n.º 10-J/2020 de 26 de março), quem quiser beneficiar desta medida terá de o pedir junto das instituições financeiras, que têm de responder num prazo de cinco dias úteis, isto se as famílias e empresas se enquadrarem nos critérios definidos.

Mas afinal quem pode aderir? Que entidades podem aplicar as moratórias? O que está em causa nas moratórias? Como aceder? Estas e muitas outras questões são fundamentais para que os portugueses possam usufruir desta bolsa de oxigénio e assim tentarem sobreviver a uma crise para a qual ninguém estava preparado, e quando refiro ninguém, é mesmo ninguém.

Mas existem outras opções também elas vantajosas. Por isso, tenha calma e em casa consulte os bancos. Se está com dificuldades para perceber a elegibilidade procure um especialista em crédito e receba um aconselhamento personalizado, e de preferência gratuito, sobre qual é a melhor proposta para o seu caso. Pois além da moratória, existem outras opções que podem fazer sentido, tais como, a renegociação dos créditos que tem atualmente, através de uma transferência do seu crédito habitação, passando a beneficiar de taxas mais apelativas. Ou decidir por uma consolidação de créditos que consiste em converter as suas prestações numa só. Através desta operação poderá poupar dinheiro que, com a conjuntura atual, lhe poderá fazer falta em breve.

No mercado existem muitas propostas, mas o que mais importa é procurar (e encontrar) informação fidedigna, junto de quem sabe, profissionais qualificados, para não ficar em situação de incumprimento e, por outro lado, conseguir poupar tempo e, sobretudo, dinheiro.

Diretora Coordenadora Nacional da DS CRÉDITO

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