Domingo, 07 de Junho de 2020

CONTACTOS

STEC
NOTÍCIAS DE IMPRENSA
PAULO MACEDO ANTECIPA IMPARIDADES SUPERIORES A MIL MILHÕES DE EUROS
2020-04-22
JORNAL ECONÓMICO
António Vasconcelos Moreira
22 Abril 2020, 11:04
 
 
Na última crise, “a Caixa teve mais  7 mil milhões de imparidades e o sistema tinha mais de 20 mil milhões. Esse valor não é absorvível, temos de evitar de chegar a estes números outra vez”, alertou o presidente executivo do banco público.

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, admitiu que as imparidades que vão resultar da crise da Covid-19 não vão atingir os níveis da crise anterior, mas antecipou que poderão ser superiores a mil milhões de euros.
 
O CEO do banco do Estado, no âmbito da audição da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), falava em termos ‘macro’. “Fala-se em mais de mil milhões de imparidades, isto é o que o afeta essencialmente a rentabilidade da Caixa”, explicou.
 
Com as moratórias, Paulo Macedo antecipa que as imparidades só comecem a ser registadas no balanço do banco no quarto trimestre.
 
Na última crise, “a Caixa teve mais  7 mil milhões de imparidades e o sistema tinha mais de 20 mil milhões. Esse valor não é absorvível, temos de evitar de chegar a estes números outra vez”, alertou o presidente executivo do banco público.
 
Paulo Macedo disse que a CGD “está hoje melhor preparada para esta crise porque tem condições de liquidez melhores”.
 
“A Caixa é um ‘refúgio’ em situações de maior instabilidade, mantendo quase um terço dos depósitos de todos os particulares, e tem uma menor exposição às grandes concentrações num só nome, que foi a causa das grandes imparidades da banca portuguesa. O rácio de NPL está abaixo de 5% e com um rácio de cobertura de 1,1%”, explicou Paulo Macedo.
 
 
TopoIr para lista

04_22_jeconomico
 
Fotografia: Cristina Bernardo