NOTÍCIAS DE IMPRENSA
A RECAPITALIZAÇÃO E OS INQUÉRITOS À CGD
2020-07-05
JORNAL DE NEGÓCIOS
Rafaela Burd Relvas
A recapitalização da CGD foi um dos episódios mais longos da passagem de Centeno pelo Governo. A história começa em 2016, quando o Executivo assume a intenção de recapitalizar o banco, depois de considerar que a administração não tinha sido capaz de se adaptar ao mercado. Nessa altura, mudou a administração da Caixa e negociou com Bruxelas um plano de recapitalização, que totalizava cerca de 5 mil milhões de euros, dos quais 2,5 mil milhões foram injetados pelo Estado.
A polémica estalou logo com a nomeação de António Domingues para presidente da CGD, quando foi conhecido que o seu salário e o da restante administração ultrapassava os tetos definidos no Estatuto do Gestor Público e que o gestor não seria obrigado a entregar a declaração de rendimentos ao Tribunal Constitucional.
“Não foi um lapso”, disse então o Ministério das Finanças, sobre um caso que quase levou à saída de Centeno do Governo e acabou a ser levado a uma comissão parlamentar de inquérito, uma das três em que a Caixa esteve envolvida ao longo da última legislatura.
Na altura, as Finanças justificavam que a Caixa deveria ser tratada como qualquer outro banco e o Governo chegou mesmo a aprovar alterações ao Estatuto do Gestor Público que permitiram isentar os novos gestores da CGD das regras impostas neste estatuto.
A recapitalização negociada com Bruxelas, com quem o Governo acordou a saída de 2.200 trabalhadores e o encerramento de 181 balcões, foi ainda objeto de duas comissões parlamentares de inquérito, incidindo nos créditos dados pelo banco que estariam na origem das necessidades financeiras.
05 de Julho de 2020 às 22:20
A polémica estalou logo com a nomeação de António Domingues para presidente da CGD, quando foi conhecido que o seu salário e o da restante administração ultrapassava os tetos definidos no Estatuto do Gestor Público e que o gestor não seria obrigado a entregar a declaração de rendimentos ao Tribunal Constitucional.
A recapitalização da CGD foi um dos episódios mais longos da passagem de Centeno pelo Governo. A história começa em 2016, quando o Executivo assume a intenção de recapitalizar o banco, depois de considerar que a administração não tinha sido capaz de se adaptar ao mercado. Nessa altura, mudou a administração da Caixa e negociou com Bruxelas um plano de recapitalização, que totalizava cerca de 5 mil milhões de euros, dos quais 2,5 mil milhões foram injetados pelo Estado.
A polémica estalou logo com a nomeação de António Domingues para presidente da CGD, quando foi conhecido que o seu salário e o da restante administração ultrapassava os tetos definidos no Estatuto do Gestor Público e que o gestor não seria obrigado a entregar a declaração de rendimentos ao Tribunal Constitucional.
“Não foi um lapso”, disse então o Ministério das Finanças, sobre um caso que quase levou à saída de Centeno do Governo e acabou a ser levado a uma comissão parlamentar de inquérito, uma das três em que a Caixa esteve envolvida ao longo da última legislatura.
Na altura, as Finanças justificavam que a Caixa deveria ser tratada como qualquer outro banco e o Governo chegou mesmo a aprovar alterações ao Estatuto do Gestor Público que permitiram isentar os novos gestores da CGD das regras impostas neste estatuto.
A recapitalização negociada com Bruxelas, com quem o Governo acordou a saída de 2.200 trabalhadores e o encerramento de 181 balcões, foi ainda objeto de duas comissões parlamentares de inquérito, incidindo nos créditos dados pelo banco que estariam na origem das necessidades financeiras.
