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APB - BANCA RECUSA AUMENTOS SALARIAIS E DENUNCIA ACORDO COLECTIVO
2012-06-26
ECONÓMICO

Lígia Simões
26/06/12 00:05


Bancários vão ter salários congelados. Medidas da ‘troika’ e deterioração económica do País são as razões invocadas.

Os salários dos bancários vão ficar estagnados este ano pelo segundo ano consecutivo. A Federação do Sector Financeiro (Febase) tinha reclamado para 2012 um aumento de 3% na tabela salarial, no âmbito das negociações com o grupo negociador da Associação Portuguesa de Bancos (APB). A proposta foi recusada pela banca que avança ainda com uma iniciativa inédita: a denúncia do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) do sector bancário. Em causa está a exclusão das convenções colectivas das promoções automáticas. Os sindicatos repudiam e dizem que a banca foi longe de mais.

Paulo Alexandre, da direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), adiantou ao Diário Económico que a proposta dos sindicatos do sector (SBN, SBSI e SBC) que integram a Febase foi rejeitada na passada quinta--feira, confirmando o que os bancários tinham anunciado rejeitar: dois anos consecutivos de congelamento salarial. Numa comunicação aos seus associados, a Febase dá conta que "a proposta de revisão salarial da Febase recebeu uma resposta unânime das instituições de crédito: indisponíveis para aumentos. E o conjunto de instituições de crédito representadas pelo grupo negociador da APB foi mais longe e denunciou o ACT do sector bancário".

As instituições de crédito subscritoras de convenções colectivas com a Febase responderam à proposta de revisão salarial 2012 com "fundamentações diferentes". Segundo a Febase, a CGD e as empresas do universo Caixa justificam a sua posição escudando-se na lei do Orçamento para 2012, que impede qualquer actualização salarial. Já o conjunto de instituições de crédito representado pelo grupo negociador da APB fundamenta a sua resposta na evolução da situação económica, quer em 2011 quer no triénio 2012 -2014, "fortemente condicionada" pelas medidas do Programa de Assistência Financeira, impostas pela ‘troika'.

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A APB, liderada por Faria de Oliveira, denunciou acordo colectivo do sector bancário.