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CIMEIRA TERMINA COM ALERTA À BANCA EUROPEIA QUE FUTURO SERÁ DE MAIOR CONTROLO
2012-06-20
RTP NOTÍCIAS

RTP Notícias  - Lusa
20 Jun, 2012, 08:24

A Cimeira do G20, que encerrou na terça-feira em Los Cabos, no México, terminou com um sinal claro à banca europeia de que o futuro será de maior controlo de forma a evitar problemas como os que enfrentam atualmente vários países.


Se, por um lado, a pressão sobre o Governo espanhol para pedir o mais rapidamente possível ajuda para o seu setor bancário é cada vez maior quer no seio da União Europeia quer em instituições internacionais como o G20, os líderes das 20 economias mais desenvolvidas querem evitar a todo o custo mais problemas nas finanças europeias.

Apesar dos sinais de confiança numa solução da crise, como a dada por Barack Obama, o documento final da reunião, além da manifestação de apoio claro à União Europeia para enfrentar a crise, prevê uma maior integração fiscal e bancária.

"Apoiamos a intenção de considerar passos concretos no sentido de uma arquitetura financeira mais integrada", com uma nova união bancária europeia, que inclua um supervisor único, capacidade para liquidar e recapitalizar entidades e um único fundo de garantia de depósitos, refere o documento final da reunião que aponta o caminho de uma tutela da supervisão centralizada em Bruxelas em detrimento da assumida em cada Estado.

Com vários encontros "bilaterais", como o dos Estados Unidos e da União Europeia que aproveitaram a cimeira para explorarem a possibilidade de um acordo que promova o comércio e o investimento bilaterais com o objetivo de incentivar o crescimento e emprego, na reunião foi ainda abordada a adoção de medidas para promover o crescimento equilibrado em todo o mundo.

A um ano de uma nova reunião, os membros do G20 querem combater a turbulência dos mercados e registaram o compromisso dos membros europeus em fazer tudo o que seja necessário para "salvaguardar a integridade e a estabilidade da região".

O presidente russo lamentou, no entanto, que a cimeira tenha estado focada na crise europeia em detrimento da discussão sobre o futuro da moeda dos EUA, país que acusou ser "parasita" da economia mundial devido à sua elevada dívida.

Para Vladimir Putin, questões como o que vai acontecer ao dólar norte-americano e para o que se deve preparar a economia mundial deveriam ter estado no centro das atenções do G20 em Los Cabos, podendo vir a dominar as discussões na próxima reunião, marcada para junho de 2013 na cidade russa de São Petersburgo.

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