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MALPARADO E TÍTULOS DITAM QUEDA DOS LUCROS DA CGD
2012-05-10
JORNAL DE NEGÓCIOS

10 Maio 2012 | 23:30

Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt



As imparidades para crédito malparado e as "perdas" relacionadas com a desvalorização de participações ditaram a queda de quase 90% evidenciada pelos lucros da Caixa nos primeiros três meses do ano, fixando-se em 8,7 milhões.
"O que depende de nós, como a redução de custos, está a correr bem. Mas o estado da economia afecta as empresas, o que se traduz em imparidades para crédito e para títulos", justificou José de Matos, presidente executivo da CGD, ao Negócios.
 

As provisões para crédito malparado mais do que duplicaram em relação ao primeiro trimestre do ano. O banqueiro admite que o incumprimento possa continuar a pesar nos resultados ao longo dos próximos trimestres. "Tendo em conta a perspectiva de decréscimo da margem financeira e a situação da economia, que deve levar ao aumento do incumprimento, não estou eufórico com o resto do ano", sublinhou.
 

Já as imparidades para títulos, que no primeiro trimestre de 2011 tinham tido um impacto positivo nas contas, ascenderam a 90 milhões de euros. Só a exposição à Portugal Telecom roubou cerca de 20 milhões aos resultados, anulando o efeito positivo da mais-valia de 96 milhões gerada pela operação de recompra de dívida.
 

Na actividade, o crédito a clientes caiu 3,1%, devido à redução dos empréstimos a particulares. Mas a desalavancagem, visível na queda do rácio de transformação para 121,9%, deu-se, sobretudo, pela subida de 7,6% dos depósitos. "É um crescimento quase milagroso", congratulou-se José de Matos.



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