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PROVISÕES EMPURRAM LUCRO DA CGD PARA QUEDA DE 89,5% NO PRIMEIRO TRIMESTRE
2012-05-10
NEGÓCIOS ONLINE

10 Maio 2012 | 18:30

Diogo Cavaleiro - diogocavaleiro@negocios.pt


O resultado líquido do banco estatal deslizou para 8,75 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, de acordo com o comunicado enviado à CMVM.

O lucro da Caixa Geral de Depósitos desceu de 83,47 milhões para 8,75 milhões de euros nos primeiros três meses de 2012. O resultado traduz uma quebra do resultado líquido de 89,5% em termos homólogos. A justificar o resultado esteve a necessidade de registar provisões e imparidades no montante total de 329,7 milhões de euros.
 

O resultado bruto de exploração do banco dirigido por José de Matos subiu 33,9% para 372 milhões de euros no primeiro trimestre de 2012, em análise homóloga, de acordo com o comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Sobretudo a banca comercial em Portugal, mas também a actividade internacional e a actividade de seguros contribuíram para a melhoria deste resultado. Já a banca de investimento penalizou.
 

Provisões ascendem a 329,7 milhões de euros
 

Apesar do resultado operativo positivo, os resultados do grupo “continuaram a traduzir as condições económicas e financeiras adversas”, indica o documento. A imparidade de crédito, por exemplo, aumentou para 240,2 milhões de euros.
 

Já as provisões e imparidade de outros activos, como acções, aumentaram para 89,5 milhões. Este valor pretende “fazer face à desvalorização verificada nas participações detidas pela CGD, designadamente na Portugal Telecom e na La Seda Barcelona” e ainda “à exposição na área seguradora”. O que totaliza o provisionamento dos referidos 329,7 milhões de euros no trimestre.
 

A descida nos custos operativos do banco estatal foi de 7,6%, o que levou a 392,5 milhões de euros, num desempenho que se deveu, principalmente, à quebra de 11,1% dos custos com pessoal e de 4,1% aos fornecimentos e serviços de terceiros.
 

Core Tier 1 de 9,6%
 

O rácio Core Tier 1, que mede a força financeira da entidade, fixou-se em 9,6%, melhorando ligeiramente face aos 9,5% que se registava no final de 2011, revela o comunicado. A CGD tem, tal como os restantes bancos, de apresentar um rácio de 10% no final de 2012.
 

Já o rácio de transformação, que resulta da comparação do crédito líquido do banco face aos depósitos de clientes, fixou-se em 121,9% no final de Março de 2012. Um número que fica abaixo dos 137,8% que se verificava no mesmo período do ano passado e que se está próximo “da meta dos 120% recomendados aos bancos portugueses em 2014”, definido no acordo com a troika.
 

Tendo em conta a situação económica vivida em Portugal, a CGD registou uma deterioração da qualidade de crédito. O rácio de crédito vencido total ascendeu a 4,6% no final de Março, face aos 3,9% no final de 2011. O rácio de crédito vencido com mais de 90 dias, revela o comunicado, subiu de 3,6% para 4% no mesmo período.

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