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LÍDER DA CGTP LANÇA DURAS CRÍTICAS ÀS POLÍTICAS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS
2012-05-01
SIC NOTÍCIAS

01.05.2012 19:17

 

Foi o primeiro discurso de Arménio Carlos no 1º de maio como secretário-geral da CGTP. Acusou França e Alemanha de serem responsáveis pela destruição do setor produtivo português. Num inflamado discurso na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, Arménio Carlos criticou ainda a troika e a forma como Portugal está a ser intervencionado. Foi pedida ainda uma inversão da política do Governo.

O secretário-geral da CGTP responsabilizou os Governos portugueses das últimas décadas pela atual situação económica do país, acusando-os de terem desenvolvido políticas de destruição do aparelho produtivo e de promoverem injustiças e desigualdades sociais.

Arménio Carlos, Na intervenção que fez no final da manifestação do Dia do Trabalhador, falou no elevado nível de desemprego, nos cortes de salários e subsídio de férias e de Natal do setor público, no congelamento e redução de pensões, na redução do subsídio de desemprego e de outras prestações sociais.

"Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas", disse perante milhares de pessoas que ocuparam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

"Eles são os que assinaram o chamado Memorando de entendimento com o FMI-BCE-UE, que promove as injustiças e as desigualdades, que generaliza o empobrecimento da população, aumenta a exclusão social e põe em causa a democracia e a soberania nacional", acrescentou.

O sindicalista acusou os governantes portugueses de serem "os coveiros do país" e defendeu a necessidade de se lutar todos os dias por mudanças políticas e pelos direitos conquistados após a revolução de abril de 1974.

"É hora de os portugueses se unirem na exigência de uma mudança de política e de uma política alternativa", defendeu Arménio Carlos.

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