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STIGLITZ ADVERTE CONTRA "SOBREDOSE DE POUPANÇA" NA EUROPA.
2012-04-11
NEGÓCIOS ONLINE

11 Abril 2012 | 11:29

Carla Pedro - cpedro@negocios.pt


O Nobel da Economia sublinha também que as democracias "só conseguem aguentar um nível limitado de cortes". E diz que os governos devem aumentar a despesa pública nas situações de crise como a que se vive actualmente.

Joseph Stiglitz, Nobel da Economia em 2001, considera que uma “sobredose de poupança” só piora a situação actual da crise na Europa. “Os políticos têm que se dar conta de que esse caminho é incorrecto”, sublinhou em entrevista publicada no diário alemão Süddeutsche Zeitung”.
 

“Durante décadas, esta foi a cura que se aplicou aos países em desenvolvimento e que levou muitas vezes à morte. Existe o perigo de algo do género se repetir na Europa”, acrescentou Stiglitz, aludindo à metáfora do médico medieval que não detém a tempo o sangramento do doente, refere o “Expansión”.
 

“No mundo inteiro, não há um único exemplo de saneamento de um país doente através de cortes nos salários nas reformas ou nos benefícios sociais”, salientou Sitglitz, que é professor na Universidade de Columbia.
 

Para o Nobel da Economia, em situações como a da actual crise, os governos não devem reduzir a despesa pública, mas sim aumentá-la.
 

“Os países do Sul da Europa têm sido pressionados no sentido da poupança e das reformas [estruturais]. No entanto, as democracias só conseguem aguentar um nível limitado de cortes”, referiu ainda o economista ao jornal alemão.
 

Stiglitz adverte para o perigo de aumento da raiva e da indignação da população dos países em crise e vaticina que, especialmente em épocas de recessão, as políticas radicais de poupança fracassam. A Europa precisa de “uma autoridade orçamental comum, que compense as diferenças regionais”, segundo o ex-economista do Banco Mundial.

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