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ESTADO REFORÇA CAPITAIS DA CGD EM 1.500 MILHÕES
2012-03-02
AGÊNCIA FINANCEIRA

2/3/2012

Por Redacção

Faria de Oliveira garante que vai ser feito tudo para cumprir rácio exigido pelo regulador europeu.
 

O presidente não executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou esta sexta-feira que o Estado deverá reforçar os capitais do banco público em cerca de 1.500 milhões de euros até junho.
 

«Vamos fazer o que for necessário para cumprir o rácio de capital da EBA. Deve ser dessa ordem de grandeza», afirmou Faria de Oliveira, quando questionado sobre um eventual reforço de capitais do banco público em 1.500 milhões de euros pelo acionista Estado de modo a atingir as exigências do regulador bancário europeu.
 

Depois de ter fechado 2011 com um rácio de capital core tier 1 (medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9,4%, o banco público tem de ter este rácio até final de junho nos 9%.
 

No entanto, este objetivo imposto pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) é mais exigente de cumprir já que inclui a avaliação a preços de mercado da dívida soberana detida a 30 de setembro de 2011.
 

De acordo com as necessidades de capital estimadas pela EBA em dezembro, a CGD era o banco português que precisava de mais dinheiro, de 1.834 milhões de euros. O reforço de capital do Estado deverá ficar abaixo deste valor.
 

A CGD está impedida pela troika de aceder à almofada de 12 mil milhões de euros do fundo de recapitalização para o setor financeiro previsto no resgate internacional acordado com a troika.

Faria de Oliveira foi hoje homenageado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, num almoço, em Lisboa. Ao receber o prémio, o chairman da CGD chegou mesmo a emocionar-se: «Há na vida momentos de alegria, este é um deles», cita a Lusa.
 

O banqueiro defendeu ainda, no seu discurso, que as empresas portuguesas devem aumentar os seus capitais.

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