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CGTP AVANÇA PARA GREVE GERAL A 22 DE MARÇO
2012-02-16
PÚBLICO

16.02.2012 - 17:55

Por Pedro Crisóstomo

O Conselho Nacional da CGTP aprovou hoje a realização de uma nova greve geral, a 22 de Março, contra as medidas de austeridade e a revisão da legislação laboral. Aos sindicatos, o secretário-geral, Arménio Carlos, pede que “reflictam”, mesmo os que divergem do posicionamento da Intersindical. Mas o líder da UGT, João Proença, fala numa “‘pseudo’ greve” e já avisou que a central não vai aderir.
 

Arménio Carlos, que esta tarde falava aos jornalistas na sede da CGTP no final do Conselho Nacional, guardou para o fim o anúncio da greve geral, confirmando o que dera a entender na manifestação do último sábado, em Lisboa. A paralisação, que diz ser “contra a exploração e o empobrecimento, pela mudança de políticas, pelo emprego, pelos salários, pelos direitos [e] pelos serviços públicos”, foi aprovada no órgão com um “consenso muito grande”.
 

As duas últimas greves gerais, a 24 de Novembro de 2010 e de 2011, foram realizadas em conjunto com a UGT, mas esta última já adiantou que não vai aderir à greve de Março. João Proença, líder da sindical, comentou à Lusa que a paralisação se trata de “uma ‘pseudo’ greve geral, na medida em que é uma greve de protesto, sem objectivos definidos”.
 

Arménio Carlos sublinhou não ser “uma greve geral da exclusiva responsabilidade da CGTP”. “É uma greve geral que nós queremos que seja partilhada e assumida por todos os trabalhadores independentemente da sua filiação sindical”. Sem se referir directamente a qualquer sindicato ou central sindical, apelou a que, “independentemente do posicionamento que hoje têm relativamente às questões de ordem sindical”, reflictam e participem contra o “pacote” acordado com a troika.
 

Depois da assinatura do acordo de concertação social, CGTP e UGT lançaram críticas de parte a parte: primeiro, com o líder da UGT, João Proença a afirmar ter sido incentivado por dirigentes da CGTP a negociar o acordo; e, na última semana, com Arménio Carlos, o novo líder da Intersindical, a afirmar que as estruturas afectas à CGTP têm acolhido delegados sindicais que se desfiliaram entretanto da UGT.
 

Uma nova manifestação nacional na capital organizada com a Interjovem está agendada para 31 de Março e, pelo meio, a Intersindical vai ainda ter outro momento de acção em plenários de trabalhadores no sector privado e no público para assinalar o dia nacional da juventude, a 28 de Março.
 

A manifestação de dia 31, afirmou o novo líder da CGTP, exprime “não só um sentimento forte de combate ao desemprego juvenil e à precariedade que afecta esta camada da população, mas também para reafirmar” que um posto de trabalho permanente “tem de resultar um vínculo de trabalho efectivo”.

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(Foto: Nuno Ferreira Santos)