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JOSÉ DE MATOS: ACTIVIDADE CORRENTE DA CGD "ESTÁ RAZOAVELMENTE POSITIVA"
2012-02-03
NEGÓCIOS ONLINE

03 Fevereiro 2012 | 12:29
Ana Laranjeiro - alaranjeiro@negocios.pt

 

O presidente da comissão executiva Caixa Geral de Depósitos sublinha que as contas do banco ainda não estão fechadas, mas serão penalizadas pela evolução muito negativa do mercado de capitais.

O presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos sublinha que as contas do banco ainda não estão fechadas mas que “actividade corrente da instituição” está “razoavelmente positiva”. Quanto ao cumprimento das exigências de capital, o responsável mostrou-se confiante que o accionista principal, o Estado, “aportará o capital necessário” para que o banco cumpra com as exigências de rácios.
 

José de Matos, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), sublinhou esta manhã que o banco está ainda “a fazer o apuramento final das contas”. Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre risco sistémico, o responsável acrescentou ainda que “a actividade corrente da instituição”, ou seja, “a margem financeira, o produto bancário, o resultado de exploração e quando entramos em linha de conta com os custos, está razoavelmente positiva”.
 

O responsável pelo banco estatal sublinhou ainda que para o apuramento das “contas globais é preciso serem apuradas "as imparidades de títulos e imparidades de crédito que dependem muito fundamentalmente da evolução muito negativa que o mercado de capitais teve durante o ano passado”.
 

“A situação em que estamos em termos de actividade económica está a pôr algumas dificuldades com algum crédito”, afirmou José de Matos, revelando que o banco está a “acabar a avaliação da situação de imparidades que afecta os nossos resultados em 2011”.
 

O presidente da CGD recorreu às palavras do governador do Banco de Portugal, que vão no sentido de que o sistema financeiro nacional como um todo está robusto, para apontar que a “situação de resultados em 2011 não afecta a segurança, a solidez, a liquidez e a rentabilidade do sistema”. “Pelo contrário, depois desta situação vão estar numa situação mais forte, igualmente líquida e provavelmente com uma rentabilidade mais sustentada”, afirmou.
 

Quanto a eventuais prejuízos na instituição que lidera, José de Matos foi parco em palavras não querendo para já revelar qualquer cenário. Sublinhou ainda assim que “a situação de ter prejuízos não é, em si mesma, uma situação grave”.
 

Quanto ao cumprimento das exigências de capital a que todos os bancos estão obrigados, mas que a CGD está num plano diferente dado que não pode recorrer à linha de 12 mil milhões de euros da troika, José de Matos sublinhou que a CGD apresentou, tal como os restantes bancos, "o seu plano de capitalização à autoridade bancária portuguesa”. E que “teve oportunidade de falar com o seu accionista sobre essa matéria. Não excluo nada, não incluo nada”, apontou, acrescentando, contudo, uma garantia: “tenho a certeza que o accionista da CGD aportará o capital necessário para que a Caixa cumpra os seus rácios regulamentares exigidos em meados de 2012”.

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