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CGTP: APROVADO PROGRAMA PARA PRÓXIMOS QUATRO ANOS
2012-01-28
AGÊNCIA FINANCEIRA

2012-01-28 18:37

Por Redacção

Dívida, défice, crise em Portugal, na Europa e no mundo são alguns dos principais pontos focados no documento
 

O XII Congresso da CGTP aprovou este sábado o documento programático para os próximos quatro anos, que defende a renegociação da dívida, a redução «progressiva» do défice do Estado e uma cooperação «efectiva» entre os vários Estados europeus.
 

O documento, dividido em sete capítulos, faz uma análise detalhada de vários temas que marcam a actualidade, nomeadamente a questão da dívida pública, as negociações com a troika e a crise política e económica que se vive, não só na Europa, mas no mundo.
 

A CGTP entende que «os problemas de Portugal não se resolvem com mais austeridade, com imposição de novos e mais pesados sacrifícios aos trabalhadores e às suas famílias e com a redução do nível de vida, que mergulha o país na recessão económica e social».
 

Por isso, advoga «uma efectiva cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, a convergência real, a coesão económica e social» com vista a «uma mudança de rumo da Europa», cita a Lusa.
 

A necessidade de criar emprego de qualidade «para assegurar o futuro» que garanta a estabilidade e a melhoria dos salários, bem como a defesa do Estado Social são também temas fortes do programa de acção.
 

São mais de 180 páginas de reflexão que defendem também «o envolvimento e a participação dos trabalhadores em torno da defesa dos seus direitos», o fortalecimento das organizações sindicais através da «unidade na acção» e «a promoção da contratação colectiva como instrumento e defesa e conquista de direitos».
 

Ao longo dos dois dias de trabalhos do XII Congresso da central foram maioritariamente ocupados pela discussão deste documento, que define as linhas orientadoras da CGTP até 2016.
 

As sucessivas intervenções dos delegados ao congresso não divergiram muito do que está no documento. Foram apenas assumidas algumas divergências relativamente à posição crítica que a CGTP assumiu relativamente à União Europeia e à opção pela não filiação na Confederação Sindical Internacional.

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