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PARCEIROS SOCIAIS DESILUDIDOS À SAÍDA DE REUNIÃO COM TROIKA
2012-09-03
TSF

Publicado a 03 SET 12 às 14:49

A CGTP e a CCP saíram desiludidas da reunião com a troika por causa da ausência de respostas aos problemas. Já a UGT entende que a «troika foi sensível às palavras dos parceiros sociais».


Reportagem de Ângela Braga sobre as reações de CGTP, CCP e UGT à saída da reunião com a troika

Os parceiros sociais saíram desiludidos da reunião que tiveram esta segunda-feira com membros da troika no âmbito da quinta avaliação ao programa de ajustamento em Portugal.

Após esta reunião de duas horas, o líder da CGTP ficou espantado por os membros do BCE, FMI e União Europeia «terem falado de tudo, menos do grande problema que afeta os portugueses».
«Não falaram uma vez sobre emprego e desemprego, política de rendimentos e salários e, confrontados com estes problemas, a única coisa que disseram era que não era um problema da troika, mas do programa do Governo», referiu Arménio Carlos.

O presidente da Confederação do Comércio de Portugal não escondeu também a desilusão com que saiu deste encontro, apesar da cordialidade e da correção.

«No entanto, não ficámos com qualquer ideia de que houvesse flexibilidade por parte da troika em relação às sugestões de criar uma nova dinâmica de prazos e metas», explicou João Vieira Lopes.

Por seu lado, o líder da UGT, João Proença, considerou que a «troika foi sensível às palavras dos parceiros sociais e, aliás, acabou a sua reação a chamar à atenção para a importância do diálogo político».

No final desta reunião, quer João Proença, quer os outros representantes dos parceiros sociais que se reuniram, com a troika, indicaram que não há mais espaço para mais austeridade.

 

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