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CGTP DISPONÍVEL PARA LUTAR JUNTO COM UGT
2012-09-13
TVI24

Por:
Redacção / Vanessa Cruz  |  13- 9- 2012

Arménio Carlos exige intervenção do Presidente da República para travar novas medidas de austeridade.
 

A CGTP está disponível para lutar com a UGT contra as medidas de austeridade. «Não excluímos ninguém. Não excluímos no passado e não excluímos hoje», disse esta quinta-feira o secretário-geral da CGTP Arménio Carlos.
 

«Estamos disponíveis para convergir na ação com todas as organizações representativas dos trabalhadores que se associem no combate a esta política e simultaneamente exijam alterações de políticas centradas no respeito pelos trabalhadores, no respeito pela contratação coletiva e também na melhoria dos salários e do salário mínimo nacional».
 

João Proença, da UGT, admitiu ontem avançar para uma greve geral e, confrontado com essa intenção, Arménio Carlos disse que «ainda não houve nenhum contacto, mas se o secretário-geral da UGT disse que está disponível para uma grevegeral é bom que se saiba e é bom que se concretize».
 

Isto apesar de a UGT ter subscrito o acordo de concertação social, que a CGTP rejeitou assinar. Questionado pelos jornalistas, depois de uma reunião com o PS, se tem vontade de se unir à UGT, Arménio Carlos disse que tem «vontade em promover unidade na ação com todas as organizações representativas dos trabalhadores que estejam contra estas propostas do Orçamento e que estejam disponíveis para exigir a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores».
 

Por agora, a CGTP agendou uma manifestação para o dia 29 de setembro. Este é o «momento certo para todos independentemente das suas opções políticas e das suas opções sindicais participar em força».
 

«Esta é uma política contra todos, contra aqueles que votaram em quem está no governo, contra aqueles que não votaram e contra aqueles que votaram noutros partidos».
 

Daí que «é fundamental a unidade dos trabalhadores, dos pensionistas, dos desempregados, dos jovens e uma participação ativa nesta manifestação».
 

Por outro lado, «dada a gravidade que o país atravessa e os sofrimentos que esta política está a infligir ao povo português, isto justifica outras medidas de luta no futuro», pelo que uma greve geral está, de facto, em cima da mesa.


PS cada vez mais distante do Governo
 

Sobre a reunião com o PS, Arménio Carlos foi confrontado sobre se sentiu um ambiente de rutura entre o maior partido da oposição e o Governo, ao que respondeu: «Senti que neste momento há uma posição de distanciamento do PS relativamente às posições do Governo. Agora sobre as outras questões é o PS que tem de falar».
 

O dirigente da CGTP alertou ainda que «qualquer manobra que Governo venha a desenvolver entre PSD e CDS no sentido de iludir os portugueses com um ou outro ajustamento às medidas anunciadas não passam de encenações e de batotas».
 

Quanto às declarações de Manuela Ferreira Leite, que teceu, na TVI, duras críticas às medidas apresentadas e apelou aos deputados para votarem em consciência no Orçamento do Estado, Arménio Carlos disse que não ficou surpreendido.
 

Estas medidas «são tão estúpidas que neste momento toda a gente defende que estas medidas não podem ir para a frente. Só não defende isto quem quiser andar com os olhos tapados».
 

A CGTP já solicitou uma reunião ao Presidente da República, na qual vai propor que Cavaco Silva dê um veto político às medidas do Governo e como as medidas «estão feridas de conjunto de inconstitucionalidades, devem ser sujeitas ao parecer imediato do Tribunal Constitucional logo que o Orçamento seja apresentado em Belém».
 

«Não vale a pena estarmos aqui a colocar paninhos nos problemas. Ou, porventura, neste momento há resposta efetiva também do Presidente da República ou daqui a algum tempo situação irá piorar».

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