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«PS VAI TER DE TRAVAR FÚRIA PRIVATIZADORA» DO GOVERNO
2012-10-06
AGÊNCIA FINANCEIRA

PorRedacção PB


O secretário nacional do Partido Socialista Álvaro Beleza disse este sábado que o PS «vai ter de travar» a «fúria privatizadora» do Governo e deu o exemplo da CGD. O dirigente socialista congratulou-se ainda com o facto de o histórico do partido António Arnaut se ter «associado» a esta posição.


António Arnaut exortou o PS a combater a «voracidade privatizadora do Governo», frisando que cabe ao Estado manter «um setor público produtivo» como estabelece a Constituição da República Portuguesa (CRP).


O secretário nacional do PS disse à Lusa que ficou «muito contente» e «feliz» por Arnaut «se associar» às «posições» que o Partido Socialista e o seu secretário-geral, António José Seguro, têm vindo a assumir «contra a fúria privatizadora» do Governo.


Álvaro Beleza acrescentou que «um exemplo disso mesmo» é a «intenção» do Governo de, «à socapa», privatizar a Caixa Geral de Depósitos.


«Estamos a assistir a um gonçalvismo ao contrário, a um desequilíbrio com sentido contrário, que é verdadeiramente uma fúria privatizadora», afirmou, numa referência às nacionalizações de 1975, durante os Governos de Vasco Gonçalves.


Álvaro Beleza garantiu que o PS, como «partido de charneira» da democracia portuguesa, «vai ter de travar» essa «fúria» do Governo de Passos Coelho. E sublinhou que também Seguro, «com certeza», se congratula com as declarações deste sábado de António Arnaut.


«Portugal vive uma situação de emergência nacional, mas não está à venda», sublinhou, considerando que «os setores estratégicos não se podem vender à boleia da crise».


Questionado sobre a forma como o PS pretende travar as privatizações, respondeu que, em primeiro lugar, através da sua denúncia. Depois será no parlamento, a nível do «combate político».


O dirigente do PS sublinhou que «o Governo já tem recuado» na sequência da «iniciativa primeira» dos socialistas e deu como exemplo as alterações à Taxa Social Única (TSU).


Beleza considerou que o PS ameaçou com uma moção de censura e «os portugueses levantaram-se», levando o Governo a recuar, «como irá recuar noutras atitudes».


Até porque, defendeu, o Governo «já percebeu que neste momento já não tem a base de apoio que tinha» entre os portugueses.

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