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TRABALHADORES DA CGD FIZERAM "A MAIOR GREVE DE SEMPRE"
2012-11-03
DIÁRIO DE NOTÍCIAS

por Lusa,
publicado por Graciosa Silva


O presidente do sindicato dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos considerou que a greve de hoje contra o corte de vencimentos e a privatização do banco público é "a maior de sempre no grupo".

Segundo o responsável, que se encontrava entre as cerca de 500 pessoas (segundo a organizacão) que se concentraram frente à sede da CGD, em Lisboa, a meio da manhã "eram mais de 200" os balcões da CGD fechados em todo o país, para além de outros 200 que funcionaram "à porta fechada", de um total de 800 em todo o país.

No entanto, adiantou, o fecho de balcões deverá ter aumentado à tarde: "A greve não se sente tanto em Lisboa, onde há muitos precários, contratados a prazo, mas no país profundo", afirmou João Lopes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e das Empresas do Grupo Caixa (STEC).

Os trabalhadores da CGD estão hoje em greve contra cortes nos vencimentos. Os trabalhadores da Caixa criticam em especial a administração do banco público, liderada por José de Matos, de não pagar os subsídios de férias e de Natal este ano, considerando que o corte das remunerações dos funcionários serve para "financiar a empresa". Outro das razões do protesto prende-se com a eventual privatização da CGD, depois das notícias surgidas que dão conta do interesse do Governo numa alienação (ainda que parcial) do banco público a privados.

Marília Ventura, de 58 anos, veio de propósito de Aveiro para mostrar, em Lisboa, o seu descontentamento enquanto trabalhadora à administração, a quem acusa de viver com "mordomias" e de não ter vencimentos cortados porque, segundo a lei, operam em concorrência. "O Governo não corta nos que estão em cima, mas nos pequeninos", critica.

O balcão da CGD onde Marília trabalha, na loja do cidadão de Aveiro, abriu de manhã com dois funcionários, mas fechou à tarde.

 
Já a agência de José Luis Lima, no centro de Braga, fechou hoje todo o dia. O trabalhador tambem critica os cortes que vencimentos que têm sofrido os trabalhadores do banco e o congelamento de promoções quando, refere, nem vão para abater no Orcamento do Estado, ficando na instituicão. 

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