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GESTOR DA CGD PREFERE AGÊNCIA DE FINANCIAMENTO A BANCO DE FOMENTO
2012-11-20
ECONÓMICO

Maria Teixeira Alves com Lusa
20/11/12 14:25
 

Nuno Fernandes Thomaz defende que a CGD reúne condições para apoiar a nova instituição de crédito às empresas.


"Na minha opinião é possível aproveitar algumas instituições financeiras, que estão por aí dormentes, para lançar a agência de 'funding' [financiamento], como eu lhe gosto de chamar, e não um banco de fomento", disse Nuno Fernandes Thomaz, administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD)" à margem de uma conferência promovida pela Associação Comercial de Lisboa.


A Caixa dispõe de todas as condições para apoiar o lançamento uma nova instituição de crédito, especializada no financiamento às empresas, disse ainda o administrador do banco do Estado. "Acho que dentro da CGD, ou no perímetro estatal, existem todas as condições e o 'know how' para lançar esta instituição", disse o administrador, explicando que o objetivo é disponibilizar um "'funding' mais simpático às empresas", devido aos constrangimentos actuais da banca.


Nuno Fernandes Thomaz que tem o pelouro do crédito a empresas na Caixa chegou a revelar que tem em mente "duas instituições em concreto, mas não vou revelar os seus nomes, só ao accionista".


"O caminho está em aberto e há um ou dois veículos dentro da CGD que podem desempenhar esse papel", revelou o gestor.


Já a criação de um banco de fomento "não faz sentido" e reforçou que "criar um banco é um disparate. É criar mais uma estrutura, com mais não sei quantos administradores, com um 'time-to-market' [desfasamento temporal] que não é aceitável", concluindo que "é melhor ser uma instituição de crédito e não um banco".


Na conferência, segundo a Lusa, quer o administrador da Caixa, quer Joaquim Goes, administrador do Banco Espírito Santo tinham abordado o tema da problemática do financiamento, que condiciona a capacidade da banca apoiar as empresas com 'spreads' mais baixos.


O responsável do BES sugeriu mesmo a possibilidade de o montante remanescente da linha de recapitalização de 12 mil milhões para a banca portuguesa negociada com a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) ser canalizado para financiar a economia.

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