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SINDICATOS EUROPEUS VOLTAM A UNIR-SE EM MOBILIZAÇÃO CONTRA A AUSTERIDADE
2012-12-11
PÚBLICO

Por: Pedro Crisóstomo
07/12/2012 - 19:02

O comité executivo da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), onde estão representadas a CGTP e a UGT, concertaram posições para avançar com uma nova mobilização conjunta em toda a Europa contra a austeridade, em Março de 2013.

A intenção saiu da reunião que juntou, em Bruxelas, durante dois dias, representantes das organizações sindicais. A acção insere-se na campanha de divulgação do novo “Contrato Social Europeu” que a CES quer mediatizar até às eleições do Parlamento Europeu, em 2014.

Segundo a espanhola Confederación Sindical de Comisiones Obreras (CCOO), a “jornada” poderá acontecer em meados de Março, altura de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, dias 14 e 15.

A data exacta e os contornos desta acção só deverão, no entanto, ser definidos em Janeiro, mês em que a CES celebra, em Madrid, o 40.º aniversário da sua fundação, apurou o PÚBLICO junto da CGTP, que esteve representada na reunião da CES pelo secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos, e o secretário de relações internacionais, Augusto Praça.

A confederação europeia – à qual pertencem 85 organizações sindicais de 36 países europeus e dez federações da indústria – não deu a conhecer as conclusões da reunião do comité executivo. O PÚBLICO questionou o gabinete de imprensa da CES se a confederação admite que a mobilização desemboque numa jornada idêntica à de 14 de Novembro último – dia de protestos a nível europeu, de greve geral em Portugal e de paralisações em mais três países –, mas não obteve resposta até à publicação desta notícia.

O PÚBLICO tentou contactar, sem sucesso, João Proença, líder da UGT e vice-presidente da confederação europeia, que esteve em Bruxelas e se encontra em Moçambique a representar a UGT.

O comité executivo da CES considerou que a “Jornada de Acção e Solidariedade Europeia” de Novembro teve “uma importância histórica para o sindicalismo europeu e mundial” pela amplitude dos protestos e o impacto mediático na Europa. Foi, para a CES, uma “acção transnacional” sem precedentes históricos, lê-se numa nota da CCOO.

O comité executivo deixou críticas aos responsáveis políticos europeus, a quem acusa de não estarem preocupados com os problemas laborais na Europa e de continuar com as políticas de austeridade e de cortes nas despesas sociais.

 

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Manifestação, em Lisboa, no dia da greve geral de 14 de Novembro

Fotografia: Rui Gaudêncio