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CGD NÃO ESTÁ DISPOSTA A VENDER A ÁREA SEGURADORA A QUALQUER PREÇO
2013-01-17
ECONÓMICO

Económico com Lusa 
17/01/13 17:38

 

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), José de Matos, confirmou hoje que decorrem os trabalhos de preparação da venda da área seguradora do grupo estatal, mas frisou que a mesma não será alienada a qualquer preço.

"Em relação aos seguros, estamos a preparar todos os trabalhos necessários para que essa operação [de venda] seja feita em condições que não destruam capital do grupo. Ou seja, em condições que nos sejam vantajosas, e não apenas para perdermos essa área de atividade", realçou José de Matos.

O banqueiro respondia a questões de jornalistas à margem da entrega dos prémios para as mil melhores PME da revista Exame, que são apoiados pelo banco público, tendo salientado que a venda da área seguradora da Caixa foi definida aquando da assinatura do memorando entre o Estado português e a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

"Nós temos compromissos do ponto de vista do programa de ajustamento económico e financeiro. Na parte dos seguros e da saúde estavam previstas várias vendas de participações não estratégicas da CGD, que têm sido regularmente postas em prática", sublinhou José de Matos.

O presidente executivo da CGD afirmou que, "relativamente à parcela do setor da saúde, [a venda] já foi concretizada e está praticamente finalizada a operação".

José de Matos salientou que a CGD vai-se focar na sua atividade principal, o negócio bancário.

"A orientação estratégica clara que temos é concentrarmo-nos no 'core business' da atividade bancária. E, dentro da nossa atividade creditícia, mantendo o apoio a todos os clientes que sejam bons riscos, tentar manter um nível de captação de depósitos elevado, como tem acontecido, e estável, e financiar cada vez mais as pequenas e médias empresas (PME) e o setor dos bens transacionáveis e exportáveis da nossa economia", disse o banqueiro.

Questionado sobre a recente aprovação do plano de capitalização do Banif, com recurso ao apoio estatal, José de Matos escusou-se a comentar a operação em particular, mas assinalou que "todas as medidas que clarifiquem e deixem a situação do setor financeiro mais estável e mais robusta favorecem o sistema financeiro português".

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