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MILHARES DE PESSOAS RESPONDERAM À CHAMADA DA INTERSINDICAL
2013-02-16
TVI24

Por: Redacção / CM | 2013-02-16 19:51


Várias dezenas de milhar de pessoas responderam este sábado, no Porto, à chamada da CGTP «contra a exploração e o empobrecimento», numa manifestação descrita pela intersindical como «uma das maiores dos últimos anos na cidade».


«Pecando, talvez, por defeito, diria que arriscamos ter aqui mais de 40.000 pessoas, no que é uma das maiores manifestações dos últimos anos na cidade do Porto», afirmou o coordenador da União de Sindicatos do Porto (USP), João Torres, numa intervenção na Praça da Liberdade.


Por entre cartazes e palavras de ordem apelando à mudança «de política e de Governo», ao fim das «injustiças sociais» e à «luta nas empresas e na rua», o dirigente sindical resumiu: «O objetivo é correr com este Governo o mais rápido possível, porque é um Governo criminoso que está a matar o país, os trabalhadores e a esperança.»


«Por muito que [o Governo] diga que vai esticar a corda sem a partir, a verdade é que, infelizmente, ela já partiu para muita gente», afirmou João Torres, apontando a crescente «frequência de suicídios» como um «sinal de que este Governo não pode continuar, sob pena de se concretizar um suicídio coletivo» do país.


«É preciso correr com essa gente e condená-los, política e socialmente», defendeu.


Presente na manifestação, o coordenador do Bloco de Esquerda (BE) João Semedo concordou que «o Governo já esticou a corda toda, inclusive a sua própria, e vai cair». «Com o povo na rua hoje e no dia 2 de março, este Governo vai ter vida curta, não tenho qualquer dúvida sobre isso. À promessa de mais cortes respondemos como habitualmente, é preciso correr com o Governo e virar a página, mudar de memorando, acabar com a troika e tirar o país da crise», sustentou.


Para o líder bloquista, é claro que os planos do executivo de Passos Coelho passam por «cortar muito significativamente nas pensões e reformas, despedir milhares de trabalhadores da Administração Pública e cortar os orçamentos da escola pública, do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social».


«Esses cortes são para hoje e para sempre, diz o Governo, mas o que dizemos é que o que é para sempre é o Estado Social e a democracia, o que não será para sempre é este Governo», afirmou.


Afirmando não acreditar que o Governo recue na sua política, João Semedo entende que «o único recuo possível é a sua demissão».

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