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KRUGMAN: GOVERNO PORTUGUÊS PROPÕE, "CLARO ESTÁ", MAIS AUSTERIDADE. “JUST SAY NAO”
2013-04-08
NEGÓCIOS ONLINE

08 Abril 2013, 10:36 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt

Paul Krugman volta a criticar a insistência da Europa na austeridade, nomeadamente no caso português, num post intitulado "Just Say Nao".

É uma pequena nota no seu blogue mas é uma nova crítica à austeridade imposta no continente europeu. Paul Krugman falou, este fim-de-semana, de Portugal. Para aconselhar os portugueses a dizer “não”.

“O dedo da instabilidade chegou agora a Portugal, com o Governo, claro está, a propor a cura com Mais Austeridade”, indicou Krugman num post intitulado “Just Say Nao”. O “Nao” está mesmo assim no comentário ontem colocado, tal como as iniciais de “mais austeridade” se encontram em maiúsculas.

Contudo, o economista deixa para hoje mais comentários sobre o tema – “se tivesse mais energia, iria mergulhar na próxima fase da crise europeia (...). mas vamos ter de esperar até amanhã [hoje]”.

A afirmação de Krugman é feita depois de o Governo português ter anunciado que vai implementar mais medidas no corte na despesa pública, nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Social e empresas públicas, como forma de compensar o buraco de 1,3 mil milhões de euros que ficou no Orçamento do Estado para 2013 após o chumbo de quatro normas deste documento por parte do Tribunal Constitucional.

Não é a primeira vez que Krugman utiliza a palavra “Nao” num dos seus comentários no blogue “The conscience of a liberal”. Fê-lo, por exemplo, a 10 de Janeiro de 2011: “Portugal? O Nao!”. Nesta altura, Portugal ainda não tinha pedido um resgate – Krugman temia que fosse o alvo seguinte no “dominó do euro”. Antes disso, em Maio de 2010, também dizia "O Nao", pelo facto de as taxas de juro associadas à dívida portuguesa estarem, naquela altura, no mesmo valor que as "yields" gregas antes do seu resgate.

A nota de ontem, 7 de Abril, apesar de pequena, é mais uma crítica à austeridade, tal como vendo sendo hábito por parte do americano. Krugman tem defendido que a austeridade nos países da Europa já foi “demasiado longe”.

Este alerta tinha sido já deixado pelo economista em Fevereiro quando esteve em Portugal. Quando foi entrevistado pela RTP 1 e pelo Negócios, Paul Krugman tinha avisado que a imposição de mais medidas de austeridade não iria resultar. Apesar de admitir que eram necessárias algumas das medidas que foram implementadas, a insistência não é, na sua opinião, o caminho a seguir. "Não apertem mais o cinto".

George Soros também falou hoje sobre a austeridade para dizer que há um verdadeiro risco de as políticas de austeridade implementadas na Zona Euro virem a destruir a União Europeia no seu todo.

 

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