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ESPECIALISTA AMERICANO ACONSELHA PORTUGAL A PRESSIONAR A “TROIKA”
2013-09-24
RENASCENÇA

24-09-2013 18:59 por Cristina Branco

 

Robert Khan admite a possibilidade do país precisar de um segundo resgate financeiro, mas defende que não é boa estratégia falar-se já sobre um segundo programa de ajuda. 

 

Portugal deve pressionar a “troika” durante as actuais oitava e nona avaliações, para que sejam aliviadas algumas metas fiscais e haja uma redução da dívida. As recomendações são do especialista norte-americano em política macroeconómica internacional, Robert Khan, que o próprio seguiria de fosse ministro das Finanças português.
 

“Eu pressionaria a ‘troika’, nesta actual avaliação, para aliviar algumas metas fiscais e poria na mesa a ideia de uma redução da dívida, explicitamente no programa. Isso provavelmente não seria viável, nesta altura, mas começaria a utilizar esse argumento”, aconselha.
 

O norte-americano, também especializado em reestruturação da dívida pública e mercados financeiros, recomenda outra medida: deveria ser criada uma espécie de linha de contingência do Mecanismo Europeu de Estabilidade ou mesmo do Fundo Monetário Internacional, "como precaução, para ser utilizada em caso de necessidade. Talvez seja melhor opção agora, antes de se comprometerem já com outro programa”.
 

O  objectivo seria "assegurar aos mercados de que haverá liquidez quando o programa terminar”.
 

Robert Khan admite a possibilidade de Portugal precisar de um segundo resgate financeiro, mas defende não ser uma boa estratégia falar-se já sobre um segundo programa de ajuda. Deixa contudo uma advertência: “Se não houver crescimento, provavelmente será necessário".
 

Sair da Zona Euro?
Considera que Portugal se aproxima de um momento decisivo. "Embora comecemos a ver alguns sinais de crescimento, e possamos esperar que se verifique alguma estabilidade”, sublinha o especialista norte-americano, “esse crescimento não será significativo o suficiente para reduzir de facto o extraordinariamente alto nível de desemprego, incluindo o jovem, e não chega tornar a dívida sustentável”.
 

Por isso, diz que “Portugal deve olhar para o tipo de apoio que a Europa está a dar e as políticas que estão a ser adoptadas e perguntar como devem ser alteradas, tanto para manter o apoio popular às medidas como para melhorar a economia”.
 

Robert Khan considera ainda que se o país continuar neste caminho, vai ter uma dívida que vai ser cada vez mais alta e insustentável. "Acho que a certa altura Portugal vai ter de considerar outras possibilidades e, eventualmente, sair da Zona Euro”.
 

“É doloroso, difícil e deve ser uma medida de último recurso, mas, neste momento, as políticas europeias não são viáveis e é preciso conseguir melhores políticas para que Portugal consiga aguentar as políticas económicas e manter o apoio popular para estas medidas difíceis”, sublinha.
 

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