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UGT ASSINALA 'INTRANSIGÊNCIA' DA TROIKA, CGTP FALA DE 'MANIPULAÇÃO'
2013-10-03
SOL

A UGT manifestou-se hoje preocupada com a "intransigência" da 'troika' perante a manutenção do défice em Portugal, ao passo que a CGTP acusa o Executivo de "manipulação".
 

"A UGT vê com muita preocupação a intransigência da 'troika' em relação ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF)", disse à Lusa o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

No entender do sindicalista, "se o Governo não consegue propor à 'troika' outras políticas que não as da continuação da austeridade então, é possível que não consiga ver aprovado o Orçamento do Estado para o próximo ano".

A 'troika' deu hoje nota positiva a Portugal no final das oitava e nona avaliações regulares ao programa de assistência, mas ao contrário do que o Governo tencionava alcançar, as metas do défice orçamental permanecem inalteradas nos 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e nos 4% em 2014.

Perante este facto, a UGT garantiu que "não aceitará a continuação das políticas de austeridade".
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou, por seu turno, em declarações à Lusa, que "quando se fala que a 'troika' não cedeu relativamente ao défice, mesmo que o Governo consiga atingir os 5,5% do PIB este ano, para alcançar os 4% em 2014 terá de cortar cerca de 2,5 mil milhões de euros".

"Isto é a reforma do Estado", sublinhou Arménio Carlos, que acusou o Governo de "manipulação e ocultação" ao escusar-se a responder às questões hoje colocadas pelos jornalistas aquando da apresentação das oitava e nona avaliações.

"Tratou-se da omissão de um conjunto de medidas que o Governo se recusa a divulgar e que vão ser integradas no Orçamento do Estado para 2014", disse ainda Arménio Carlos.


Lusa/SOL

 

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