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CGD REDUZ EFETIVOS E AGÊNCIAS PARA MELHORAR "EFICIÊNCIA OPERACIONAL" AFIRMA JOSÉ DE MATOS
2013-10-22
RTP

Lusa 22 Out, 2013, 16:57

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos afirmou hoje que a "melhoria da eficiência operacional" do banco prevê a redução do número de trabalhadores "no longo prazo", não substituindo os que se reformam, e a diminuição do número de agências.


"Temos que reduzir o número de empregados no longo prazo (não há nenhuma medida agressiva de redução do pessoal porque não tem sido necessária) e temos que fazer mais alguma redução do número de agências e reduzir os custos com os serviços", afirmou José de Matos durante a conferência "Empresas na Caixa", que hoje decorreu no Porto.

Em declarações aos jornalistas à margem da iniciativa, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) esclareceu que o plano de reestruturação do banco para o período 2013-2017, aprovado com a Direção Geral da Concorrência em Bruxelas, prevê uma redução do número de agências (que diz estar já "praticamente concretizada") e "uma redução das necessidades de mão-de-obra no horizonte de 2017".

"Mas é uma redução natural da mão-de-obra ao serviço do banco, porque há pessoas que se reformam e não serão substituídas na mesma proporção. Não há, por enquanto, nenhuma medida específica de aceleração da saída de pessoal", disse.

Já relativamente ao fecho de agências, José de Matos disse significar que a Caixa "usa mais eficientemente os recursos que tem, que são realocados nas atividades em que fazem falta".
Recordando que a implementação territorial da CGD é "diferente dos outros bancos", devido à sua vertente de "serviço público", José de Matos afirmou-se "convencido que já não há nenhuma agência com rentabilidade negativa", mas admitiu que esta "é uma matéria" para a qual está "sempre a olhar".

"Os nossos clientes vão ter que compreender e olhar para algum ajustamento da nossa rede como necessária e como uma maneira de os servir melhor", disse.

Também prevista no âmbito das medidas de desalavancagem e de reorganização interna da CGD está a reorganização da atividade internacional do banco e, nomeadamente, "o `running down` de toda a atividade `non core` [não central] em Espanha".

A este propósito, o presidente da Caixa revelou que "Espanha foi a discussão mais complicada" com a Direção Geral da Concorrência europeia e que a necessária "reestruturação e otimização" das operações implicou uma "diminuição de escala muito significativa da atividade" naquele país, que passou a ser "entendida como um complemento natural da atividade doméstica em Portugal".

Esta reestruturação implicará, admitiu, a saída de mais trabalhadores em Espanha - fontes próximas dos trabalhadores deram recentemente conta à Lusa do corte de 286 empregados e 63 escritórios este ano - tendo as negociações neste sentido já sido "iniciadas".

"A atividade em Espanha tem tido um resultado negativo - as circunstâncias do mercado espanhol também não são fáceis - e temos que demonstrar a viabilidade do nosso negócio em Espanha, cujo modelo será mais centrado no retalho e no apoio direto às empresas ibéricas que pretendam utilizar a nossa rede internacional para expandir os seus negócios internacionalmente", esclareceu.

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