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TAP PREPARA ALTERNATIVAS PARA EVITAR CORTES SALARIAIS
2013-12-16
DINHEIRO VIVO

16/12/2013 | 00:22 | Dinheiro Vivo

A TAP ainda não sabe se em 2014 vai conseguir escapar ao corte salarial imposto às empresas públicas pelo Orçamento do Estado para 2014. Com o documento já fechado, Fernando Pinto confidencia que vai apresentar um estudo com poupanças alternativas para que, mais uma vez, a companhia aérea seja colocada num regime de exceção.

"Governo não está pressionado para vender a TAP." Leia aqui a entrevista a Fernando Pinto

“O Governo já deu garantia de manter a adaptação”, agora só temos de mostrar que a TAP deve estar entre as empresas que o poderão utilizar.

“Temos de iniciar um processo de conversações com o Governo, que não iniciámos ainda, e vamos levar os nossos estudos”, afirmou Fernando Pinto, em Viena, onde participou na reunião de líderes das companhias aéreas da Star Alliance, da qual a TAP faz parte.

“Existe um trabalho de casa muito grande” por parte da companhia. “São 70 páginas de Excel”, precisou.

“Estamos a aguardar o processo e, posto isso, vamos mostrar ao Governo o que já conseguimos”, acrescentou .
Nos dois últimos anos, a TAP conseguiu ficar de fora do corte entre 3,5% e 10% aplicado nas restantes empresas públicas para trabalhadores com remunerações superiores a 1500 euros, precisamente por apresentar um plano de poupanças alternativo. Para este ano, o Governo ainda não clarificou se a TAP ou outra empresa, como a Caixa Geral de Depósitos, poderão voltar a utilizar este regime. Inicialmente estava previsto que a proposta de lei para o Orçamento já incluísse o regime de adaptação, o que acabou por não acontecer.

E enquanto isso não acontece, a TAP enfrentou já várias ameaças de greve, que poderão voltar, uma vez que os tripulantes serão amplamente afetados caso a proposta original de cortes avance.

Além deste impasse, a companhia aérea continua a aguardar uma autorização formal para contratar mais pessoas. “A empresa está a crescer” e por isso tem necessidade de contratar, defende Fernando Pinto. “Houve uma autorização tácita do Governo para que se continuem os processos [de contratação] para a empresa, mas precisamos de cobertura legal para isso.”

“A realidade é que o facto de a empresa continuar a crescer é muito bom para Portugal: mais emprego, mais chance de atrair turistas e maiores receitas de turismo. Há um reconhecimento do Governo em relação a isso, nós vamos conseguir”, concluiu.
 

*em Viena, a jornalista viajou a convite da Star Alliance

 

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Fotografia: Ana Luísa Silva