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PROPOSTAS PARA A CAIXA SEGUROS AFASTAM CENÁRIO DE OPV
2013-12-30
SÁBADO

30-12-2013
Por Maria João Gago - Jornal de Negócios

A CGD já deu o seu parecer sobre as ofertas de compra da Caixa Seguros apresentadas pela americana Apollo e pela chinesa Fosun. Relatório compara propostas, sem as hierarquizar. Fontes contactadas pelo Negócios, garantem que qualidade das ofertas afasta possibilidade de Governo optar pela dispersão em bolsa dos seguros da Caixa.

 

Mais de dois dias antes do fim do prazo, que termina esta terça-feira, 31 de Dezembro, a administração da Caixa Geral de Depósitos já entregou à tutela o seu relatório sobre as propostas de compra da Caixa Seguros apresentadas pela norte-americana Apollo Global Management e pela chinesa Fosun International Limited.

Segundo fontes contactadas pelo Negócios, os termos das duas ofertas afastam a possibilidade de o Governo desistir da privatização através da venda directa para avançar com uma oferta pública de venda (OPV), um cenário que chegou a estar em cima da mesa. A opção pela OPV fica descartada porque ambas as propostas apresentadas darão condições de uma gestão profissional do negócio e garantem uma valorização minimamente adequada dos activos em venda.

O relatório que a CGD já enviou para a comissão especial de acompanhamento da privatização da Caixa Seguros faz uma análise comparativa das ofertas da Apollo e da Fosun, sem fazer a sua hierarquização, apurou o Negócios. Uma opção que não será alheia ao facto de o perímetro dos activos que cada candidato se propõe a adquirir ser muito diferente, o que resulta em propostas financeiras diferentes.

Como o Negócios noticiou a 27 de Dezembro, a oferta da Apollo deixa de fora o negócio que concentra os seguros financeiros e de capitalização, que serão concentrados numa empresa a criar, a Caixa Poupança, propondo-se adquirir 75% da Fidelidade, Multicare e cares. Já a Fosun pretende ficar com, pelo menos, 80% da totalidade dos activos em venda. Os trabalhadores têm direito a adquirir até 5% dos activos em venda, cabendo ao vencedor adquirir as acções que fiquem por adquirir pelos trabalhadores.

Oferta chinesa mais benéfica para solidez da CGD

O impacto de cada proposta nos rácios de solidez da Caixa é um dos capítulos mais importantes do relatório produzido pela equipa liderada por José de Matos. À partida, a proposta da Fosun é a que se reflecte de forma mais positiva no nível de capital do banco do Estado. Isto porque os chineses se propõem adquirir a uma participação maior de todos os activos em venda.


A CGD ficará com uma participação máxima no negócio segurador de 15%, no caso de a Fosun sair vencedora. Caso seja a Apollo a vencedora, o banco do Estado manterá 20% dos activos seguradores cujo controlo passará para o candidato norte-americano, ficando ainda com a totalidade da Caixa Poupança.

Governo em condições de decidir vencedor a 9 de Janeiro

A comissão especial de acompanhamento da privatização, que integra José Manuel Costa, Diogo Leite de Campos e Jorge Vasconcelos, dispõe agora de cinco dias úteis para se pronunciar sobre a “regularidade, imparcialidade e transparência a observar no processo de alienação”, tal como prevê o caderno de encargos.

Assim, o Governo estará em condições para tomar uma decisão sobre o vencedor do concurso de privatização no Conselho de Ministros que, previsivelmente, deverá ter lugar a 9 de Janeiro.

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