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CGD REGRESSA AOS LUCROS DOIS ANOS DEPOIS
2014-05-22
ECONÓMICO

Marta Marques Silva
Ontem 19:07

O maior banco nacional regressou aos lucros no primeiro trimestre de 2014, o que não acontecia há dois anos. A CGD registou um resultado líquido positivo no valor de 22,4 milhões de euros, o que compara com prejuízos de 36,4 milhões em igual período de 2013.

A contribuir positivamente para este resultado esteve o aumento de 32,9% na margem financeira, para 232,7 milhões de euros, o que por sua vez permitiu a recuperação do produto bancário, que subiu 13,7%, para 487,7 milhões de euros.

O crédito concedido a clientes permaneceu em queda, com a carteira total a diminuir 6,6% face ao primeiro trimestre de 2013. No entanto, no comunicado enviado ao regulador, o banco salienta que: “Todavia é notório o aumento das novas operações de crédito a empresas em Portugal, que aumentam mais de 50% nos 2 primeiros meses de 2014 face ao período homólogo de 2013. Também no crédito à habitação, as novas operações aumentaram 14,3%”. Por outro lado, o crédito em incumprimento continuou a aumentar, com o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias a situar-se em 6,7%, acima dos 6,1% registados em Dezembro, e dos 5,6% no período homólogo.

O aumento do incumprimento levou a CGD a reforçar imparidades de crédito, em 14,4%. No entanto, a redução das provisões (-15,7 milhões de euros) e imparidades de outros activos (-10,9 milhões de euros, essencialmente por via dos desinvestimentos em participações financeiras) levou a uma diminuição de 3% das provisões e imparidades totais que atingiram 171,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014, valor inferior ao ao registado no período homólogo, quando atingiram os 281,4 milhões de euros.

Os resultados em operações financeiras contribuíram ainda com 123 milhões de euros para o resultado líquido do banco, mais 21,7% do que nos primeiros três meses de 2013. Destaque ainda para o negócio internacional do grupo, com um contributo líquido de 22,7 milhões de euros, com destaque para o BCG Espanha que regressa também aos lucros neste primeiro trimestre.

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