Terca-Feira, 17 de Outubro de 2017

CONTACTOS

STEC
NOTÍCIAS DE IMPRENSA
MAIORIA QUER VENDA DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS DE RISCO LONGE DO NEGÓCIO BANCÁRIO NORMAL
2015-05-26
NEGÓCIOS ONLINE

25 Maio 2015, 17:51 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt

 

"O local de comercialização destes instrumentos financeiros deverá ser distinto do local habitual de atendimento aos clientes", propõem o PSD e o CDS, seguindo uma ideia já defendida pelo Banco de Portugal.
 

O PSD e o CDS querem impedir que os produtos financeiros de risco sejam vendidos aos balcões em que normalmente são atendidos os clientes, segundo uma das propostas que irá a votação na próxima sexta-feira, 29 de Maio. Nesse dia, serão debatidas em Plenário as iniciativas legislativas que os partidos retiraram da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

A maioria quer propor a "segregação de funções" na banca, impedindo que os gestores de conta que tenham já relações com os clientes possam vender produtos de risco. "Essa operação de colocação [deverá] ocorrer através de colaboradores especializados e sem laços de relação comercial com os depositantes", propõem os deputados do PSD e do CDS, em iniciativas que deram entrada a 22 de Maio no Parlamento.

"O local de comercialização destes instrumentos financeiros deverá ser distinto do local habitual de atendimento aos clientes", sugere ainda a maioria. Esta é uma ideia que o Banco de Portugal tinha já defendido publicamente, de forma a evitar operações de risco de clientes qualificados no relatório de supervisão comportamental relativo a 2014.

Esta é uma das iniciativas retiradas da comissão de inquérito ao BES, que se deparou com clientes do banco que compraram, aos seus balcões, títulos de dívida de empresas do Grupo Espírito Santo. Mais de 2.500 clientes ainda não receberem o investimento feito nem sabem se o irão receber.

Esta operação de venda de dívida foi possível porque a emissão era considera privada e não sujeita a autorização do supervisor dos mercados financeiros. Daí que a maioria proponha, agora, que "toda a qualquer emissão de papel comercial deve necessitar de autorização e dever de comunicação junto da CMVM".

Noutras iniciativas, o PSD e o CDS querem que Portugal pressione as Nações Unidas para que seja possível identificar "todo e qualquer beneficiário último de empresas sedeadas em paraísos fiscais".

A maioria também quer reforçar o papel do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, pedindo uma monitorização "constante" e "periódica" da estabilidade financeira que este órgão deve garantir. Nesse sentido, pede-se igualmente uma reanálise do Plano Nacional para a Formação Financeira.

TopoIr para lista

cgd_maio.jpg