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PLANO DE RECAPITALIZAÇÃO DA CAIXA ESTÁ PRONTO
2016-06-22
ANTENA 1

Frederico Pinheiro, Susana Barros - Antena 1 22 Jun, 2016, 07:01 / atualizado em 22 Jun, 2016, 09:08

O plano de reestruturação da Caixa será divulgado até ao final da semana 

A estratégia para a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) deve ser apresentada até ao final da semana pelo Governo. O Executivo já mostrou os planos ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista. A fatura pode ser superior aos quatro mil milhões de euros previstos.
 

BE e PCP já terão dado luz verde ao Governo para avançar. Segundo apurou a Antena 1, para os partidos que apoiam o Executivo o importante é solidificar o banco do Estado, ao mesmo tempo que se evitam despedimentos.
 

Todos os detalhes foram apurados pelo jornalista da Antena 1 Frederico Pinheiro.
Ouça  aqui


As contas do Governo, às quais a Antena 1 teve acesso, apontam para um total a rondar os cinco mil milhões de euros. É o equivalente a 25 anos de gastos com o rendimento social de inserção.

O total pode ser ligeiramente superior ou inferior. Depende da forma de contabilização e das exigências da Comissão Europeia.


O dinheiro serve para aumentar a almofada financeira da Caixa que precisa de ser reforçada, para corresponder às regras europeias, mas a maior fatia vai para prevenir o não recebimento de créditos concedidos: as chamadas imparidades.


O plano do Governo contempla ainda uma verba para mudanças no banco público: vão sair 2.500 trabalhadores da Caixa nos próximos anos, mas sem qualquer despedimento. Todos por rescisões amigáveis ou por reforma.


Vão ser ainda encerrados 300 balcões, a grande maioria fora do país.


A estratégia para a reestruturação da caixa geral de depósitos deve ser apresentada até ao final da semana. O plano prevê também que o banco do Estado fique com os 900 milhões de euros injetados pelo executivo em 2012 e que deveriam ser devolvidos no próximo ano.

Os números da recapitalização

  • Corte de 2.500 trabalhadores, sem despedimentos: só reformas e rescisões amigáveis; 
  • Menos 300 balcões, maior parte no estrangeiro; 
  • Cerca de 1.700 milhões de euros para reforçar rácios de capital; 
  • Perto de 3.200 milhões de euros para cobertura de créditos; 
  • 700 milhões de euros para a reestruturação.


A este valor é preciso juntar um outro que deveria ser devolvido em 2017: 900 milhões em instrumentos híbridos injetados em 2012. Serão transformados em capital (uma operação contabilística, até porque o Estado é o único acionista).

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Fotografia: Pedro A. Pina - RTP